O PROTAGONISMO FEMININO CONTEMPORÂNEO E SEUS REFLEXOS NA SAÚDE MENTAL: UMA ANÁLISE DA PRESSÃO SOCIAL E DA DUPLA JORNADA VIVENCIADAS PELAS MULHERES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24220Palavras-chave:
Mulheres. Sobrecarga. Saúde mental. Pressão social.Resumo
Este artigo analisa a relação entre o protagonismo feminino contemporâneo e a saúde mental, investigando os reflexos da pressão social e da dupla jornada de trabalho no bem-estar psíquico das mulheres. A metodologia adotada consistiu em uma revisão bibliográfica, fundamentada no estudo de literatura especializada e dados sociodemográficos recentes acerca das transformações nos papéis de gênero e a divisão sexual do trabalho. Os principais resultados demonstram que, apesar da ascensão da mulher a posições de destaque profissional, não houve uma redistribuição equitativa das responsabilidades domésticas. Observou-se que a acumulação de funções, somada à cobrança por padrões idealizados, gera uma sobrecarga cognitiva que se relaciona diretamente com o aumento de patologias como ansiedade, depressão e a Síndrome de Burnout. Conclui-se que o atual modelo de empoderamento, desprovido de suporte estrutural, é insustentável para a saúde integral da mulher. O estudo reforça a relevância de desconstruir o mito da “supermulher”, sugerindo o desenvolvimento de políticas públicas e corporativas de equidade que visem mitigar o adoecimento e assegurar o equilíbrio psicossocial feminino.
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