EDUCAÇÃO INCLUSIVA E BNCC: LIMITES E POSSIBILIDADES DA FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR

Autores

  • Everaldo dos Santos Mendes Universidade Católica de Minas Gerais
  • Edna Maria da Silva Oliveira Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
  • Gilvan Sales do Nascimento Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Filipe Molinar Machado Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões image/svg+xml
  • Jorge Rollemberg dos Santos Universidade Federal de Sergipe image/svg+xml
  • Eliziane Tainá Lunardi Ribeiro Universidade Federal de Santa Maria image/svg+xml
  • Maicon de Barros Simon Universidade de Santa Cruz do Sul image/svg+xml
  • Álisson Rangel Albuquerque Universidade do Estado do Pará image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.27540

Palavras-chave:

Educação inclusiva. BNCC. Flexibilização curricular. Justiça curricular. Formação docente.

Resumo

A relação entre educação inclusiva, Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e flexibilização curricular constitui um dos nós mais complexos da política educacional brasileira contemporânea. Este artigo, de natureza teórico-documental, adota a modalidade de revisão crítico-narrativa para examinar os fundamentos conceituais, normativos e pedagógicos da flexibilização curricular no contexto da educação inclusiva, problematizando sua articulação com a BNCC e os desafios concretos de implementação nas escolas públicas brasileiras. O corpus de análise foi construído a partir de legislação educacional, documentos curriculares oficiais e literatura acadêmica selecionada por pertinência temática nas áreas de currículo, educação inclusiva, formação docente e políticas públicas educacionais; o levantamento da produção acadêmica observou recorte temporal entre 2000 e 2024, enquanto marcos normativos fundadores anteriores a esse período foram incorporados em razão de sua relevância estruturante. O objetivo é analisar em que condições a flexibilização curricular pode contribuir para a garantia do direito à aprendizagem sem produzir empobrecimento curricular, segregação pedagógica ou responsabilização indevida dos professores. As reflexões desenvolvidas indicam que a flexibilização curricular, quando orientada por rigor pedagógico, intencionalidade formativa, acessibilidade, desenho universal para a aprendizagem e suporte institucional, amplia a participação e a aprendizagem de estudantes historicamente excluídos. Contudo, quando desvinculada de políticas estruturais, de formação docente adequada e de condições materiais e institucionais, converte-se em estratégia compensatória que reproduz desigualdades sob a aparência de inclusão. O artigo argumenta que a efetivação de uma educação inclusiva articulada à BNCC exige uma compreensão robusta de justiça curricular, comprometida com o direito de todos os estudantes ao conhecimento escolar.

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Biografia do Autor

  • Everaldo dos Santos Mendes, Universidade Católica de Minas Gerais

    Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e Universidade de Coimbra (UC) e Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Universidade de Lisboa (Ulisboa). Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). 

  • Edna Maria da Silva Oliveira, Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra

    Pós-Doutoranda em Direitos Humanos, Saúde e Justiça da Faculdade de Medicina e da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (UC) e Doutora em Psicologia pela Universidade São Francisco (USF). Professora Associada I da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP).

  • Gilvan Sales do Nascimento, Universidade Católica do Rio Grande do Sul

    Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Professor da Rede Municipal de Ensino de Itaberaba, Bahia, Brasil e Médico Clínico/Saúde Indígena do DSEI/BAHIA - Polo Base Itamaraju, Bahia, Brasil. 

  • Filipe Molinar Machado, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

    Doutor em Engenharia Agrícola,Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI. 

  • Jorge Rollemberg dos Santos, Universidade Federal de Sergipe

    Doutorando em Educação,Universidade Federal de Sergipe. 

  • Eliziane Tainá Lunardi Ribeiro, Universidade Federal de Santa Maria

    Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),Pedagoga e professora Educadora Especial, na rede municipal de Santa Maria/RS. 

  • Maicon de Barros Simon, Universidade de Santa Cruz do Sul

    Mestrando em desenvolvimento regional, Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC. 

  • Álisson Rangel Albuquerque, Universidade do Estado do Pará

    Professor Adjunto III do Depto de Ciências Florestais, Universidade do Estado do Pará, Campus VIII. 

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Publicado

2026-07-21

Como Citar

Mendes, E. dos S., Oliveira, E. M. da S., Nascimento, G. S. do, Machado, F. M., Santos, J. R. dos, Ribeiro, E. T. L., Simon, M. de B., & Albuquerque, Á. R. (2026). EDUCAÇÃO INCLUSIVA E BNCC: LIMITES E POSSIBILIDADES DA FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(7), 1-22. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.27540