INCLUSÃO ESCOLAR, DIVERSIDADE E PLURALIDADE EM SALA DE AULA: MEDIAÇÃO DOCENTE E CONDIÇÕES INSTITUCIONAIS DE CORRESPONSABILIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29978Palavras-chave:
Equidade educacional. Trabalho docente. Acessibilidade pedagógica. Interseccionalidade. Políticas educacionais.Resumo
O artigo examina os desafios da prática docente na promoção da inclusão escolar e no reconhecimento da diversidade que constitui o cotidiano da sala de aula na educação básica brasileira. O objetivo é analisar criticamente as possibilidades e os limites da mediação docente e delimitar, de modo operacional, quais responsabilidades cabem ao professor, à escola, à rede ou mantenedora e ao Estado. Trata-se de estudo teórico, de abordagem qualitativa e caráter analítico-argumentativo, apoiado em revisão bibliográfica e documental cujo percurso de localização, seleção e verificação das fontes é descrito na seção metodológica. A análise distingue acesso, integração e inclusão substantiva, examina a diversidade em suas dimensões corporal, sensorial, cognitiva, étnico-racial, religiosa, linguística e territorial, trata currículo e avaliação como instrumentos ambivalentes e confronta os marcos legais com as condições materiais das escolas. Como contribuição própria, o texto propõe uma matriz de corresponsabilidade que distribui, para cinco condições de efetivação da inclusão, as atribuições correspondentes a quatro instâncias, com a participação das famílias e dos estudantes tratada como dimensão transversal, deslocando a discussão do plano da exortação moral ao professor para o plano da divisão institucional do trabalho. Sustenta-se que a mediação docente é decisiva e que seus efeitos dependem de acessibilidade, apoio especializado, gestão democrática, tempo de planejamento coletivo e políticas estáveis.
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