METODOLOGIAS ATIVAS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: REVISÃO CRÍTICA SOBRE DESAFIOS, POTENCIALIDADES E CAMINHOS ÉTICO-POLÍTICOS PARA A FORMAÇÃO DOCENTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24886Palavras-chave:
Metodologias Ativas. Educação Especial. Formação Docente. Inclusão. Equidade Digital. Ética.Resumo
A disseminação das metodologias ativas tem sido apresentada como resposta pragmática à demanda por engajamento, autoria e aprendizagem significativa. Todavia, sua adoção em contextos de Educação Especial expõe tensões relevantes: práticas que prometem participação podem produzir novas formas de exclusão quando operam sob pressupostos implícitos de autonomia autodidata, meritocracia e normalização de performances. Nesse contexto, esta pesquisa desenvolve uma revisão de literatura crítica, de natureza teórico-argumentativa, ancorada em marcos teóricos nacionais e internacionais e em normativas brasileiras e agendas globais de inclusão, mobilizando a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o Plano Nacional de Educação (PNE), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), diretrizes de formação docente da Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação) e documentos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Argumenta-se que a potência das metodologias ativas depende de mediação docente qualificada, desenho pedagógico inclusivo, avaliação formativa acessível, apoios do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e condições institucionais de acessibilidade. Discute-se, ainda, a dimensão ético-política da inovação sob a ótica de justiça social, equidade digital e governança. Os resultados apontam caminhos para uma formação docente ética, crítica e atualizada: centralidade do professor como mediador e garantidor de direitos; planejamento inclusivo orientado por barreiras e apoios; letramento digital crítico e acessibilidade; avaliação formativa e justiça avaliativa; trabalho colaborativo e intersetorialidade.
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