FORMAÇÃO CONTINUADA E ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PERCEPÇÕES, PRÁTICAS E TRADUÇÕES DA POLÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31629Palabras clave:
Educação Infantil, Formação continuada, Atendimento Educacional Especializado, Inclusão escolar, Ciclo de políticasResumen
Este artigo articula duas investigações qualitativas sobre a educação inclusiva na Educação Infantil da rede municipal de Balneário Camboriú-SC: uma voltada às percepções de professoras sobre a formação continuada em inclusão escolar, considerando ações relacionadas ao período de 2022 a 2025, e outra dedicada à interpretação e à tradução do Atendimento Educacional Especializado (AEE) no contexto da prática em seis Núcleos de Educação Infantil. A primeira investigação reuniu entrevistas semiestruturadas com seis professoras e análise documental; a segunda contou com entrevistas semiestruturadas com seis gestoras e seis professoras que atuam no AEE. Os materiais foram examinados com base na análise de conteúdo de Bardin, em diálogo com referenciais sobre formação docente, educação inclusiva e ciclo de políticas. Os resultados indicam que a formação continuada é reconhecida como necessária, embora as participantes apontem limites na articulação entre teoria e prática, na continuidade das ações e na resposta a situações concretas. Também evidenciam que o AEE assume diferentes sentidos e configurações, condicionados por recursos, espaços, profissionais, planejamento e articulação institucional. Conclui-se que a efetivação da inclusão exige formação contextualizada e colaborativa, circulação dos conhecimentos especializados e condições institucionais que favoreçam a participação e a aprendizagem das crianças.
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