INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: EVIDÊNCIAS, RISCOS E CONDIÇÕES PARA UMA INTEGRAÇÃO PEDAGOGICAMENTE RESPONSÁVEL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31341Palabras clave:
Inteligência artificial na educação, Formação de professores, Letramento em IA, Trabalho docente, Ética da IAResumen
A difusão de sistemas de inteligência artificial (IA), sobretudo das ferramentas generativas, deslocou o debate educacional da possibilidade técnica para a questão das condições em que esses sistemas qualificam ou empobrecem o ensino, a aprendizagem e o trabalho docente. O artigo examina de que maneira a incorporação da IA na educação modifica demandas, competências, práticas e responsabilidades da formação de professores. Trata-se de um ensaio teórico-analítico apoiado em revisão narrativa crítica de corpus intencional de 33 fontes (revisões sistemáticas, estudos empíricos, artigos de posição, obras de referência e documentos normativos), constituído por procedimento de busca e verificação declarado. A análise percorre fundamentos e aplicações da IA na educação, benefícios documentados e suas condições de ocorrência, impactos sobre ensino, avaliação e trabalho docente, desafios éticos e institucionais e implicações formativas. Sustenta-se, por inferência a partir de evidências indiretas, uma vez que nenhum estudo do corpus testa diretamente o efeito da formação docente, que os benefícios descritos na literatura são condicionados ao desenho pedagógico e à mediação docente, e que a formação de professores não pode reduzir-se ao treinamento operacional em ferramentas. Como contribuição, propõe-se um modelo conceitual exploratório de quatro dimensões formativas, ancorado em condições institucionais e ainda não validado empiricamente, acompanhado de proposições passíveis de teste.
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