COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA NA COLECISTITE AGUDA COMPLICADA: EVIDÊNCIAS ATUAIS SOBRE SEGURANÇA, DESAFIOS TÉCNICOS E DESFECHOS CIRÚRGICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29767Palabras clave:
Pé Diabético. Úlcera do Pé Diabético. Amputação. Cicatrização de Feridas.Resumen
A colecistite aguda constitui uma das principais complicações da doença calculosa biliar, podendo evoluir para formas complicadas caracterizadas por inflamação intensa, necrose, gangrena, empiema ou perfuração, condições que aumentam a complexidade técnica do tratamento e o risco de eventos adversos. Diante dos avanços na cirurgia minimamente invasiva e da consolidação de estratégias voltadas à prevenção de lesões da via biliar, o presente estudo objetivou realizar uma revisão narrativa da literatura acerca da colecistectomia videolaparoscópica na colecistite aguda complicada, com ênfase na segurança, nos desafios técnicos, no momento da intervenção e nos principais desfechos cirúrgicos. Trata-se de uma revisão narrativa, de caráter descritivo e qualitativo, realizada por meio das bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e SciELO, incluindo ensaios clínicos, estudos observacionais, revisões sistemáticas, metanálises e diretrizes publicados entre 2020 e 2026, nos idiomas português e inglês. Os resultados evidenciaram que a colecistectomia videolaparoscópica permanece como abordagem de referência mesmo nas apresentações complicadas, desde que sua realização seja orientada pelas condições clínicas do paciente, pela complexidade anatômica e pelos princípios de segurança operatória. Observou-se que inflamação acentuada, aderências, necrose e fibrose podem comprometer a identificação das estruturas hepatobiliares e dificultar a obtenção da visão crítica de segurança, tornando necessária a adoção oportuna de estratégias de resgate, especialmente a colecistectomia subtotal e, em situações selecionadas, a conversão para cirurgia aberta. Quanto ao momento da intervenção, as evidências favorecem a realização da colecistectomia durante a internação inicial em pacientes adequadamente selecionados, com redução da permanência hospitalar e sem aumento consistente de complicações graves em comparação à abordagem tardia. Entretanto, persistem desafios relacionados à heterogeneidade das apresentações complicadas, à definição de critérios objetivos para escolha das estratégias de resgate e à determinação do momento ideal da intervenção em pacientes com maior risco perioperatório. Conclui-se que o manejo cirúrgico da colecistite aguda complicada deve conciliar precocidade e segurança, fundamentando-se na seleção individualizada dos pacientes, no reconhecimento dos limites da dissecção e na adaptação da técnica aos achados intraoperatórios, com o objetivo de reduzir complicações e proporcionar melhores desfechos cirúrgicos.
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