COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA NA COLECISTITE AGUDA COMPLICADA: EVIDÊNCIAS ATUAIS SOBRE SEGURANÇA, DESAFIOS TÉCNICOS E DESFECHOS CIRÚRGICOS

Autores/as

  • Victor do Amaral Gurgel Junqueira Azevedo Centro Universitário Barão de Mauá image/svg+xml
  • João Pedro Oliveira Vinhaes Centro Universitário de Mineiros image/svg+xml
  • Thiago de Lima Barreto Universidade Federal de Mato Grosso do Sul image/svg+xml
  • Erick Tomikawa Abe Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC
  • Flávia Sanagiotto Ross Universidade do Oeste de Santa Catarina image/svg+xml
  • Larissa Maciel da Costa Universidade do Estado do Pará image/svg+xml
  • Vinicius de Jesus Carvalho Silva Universidade Federal do Maranhão image/svg+xml
  • Vitor Diniz Pitangui Universidade do Estado de Minas Gerais image/svg+xml
  • Dhábila Paola Rodrigues de Barros Universidade Estadual de Londrina image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29767

Palabras clave:

Pé Diabético. Úlcera do Pé Diabético. Amputação. Cicatrização de Feridas.

Resumen

A colecistite aguda constitui uma das principais complicações da doença calculosa biliar, podendo evoluir para formas complicadas caracterizadas por inflamação intensa, necrose, gangrena, empiema ou perfuração, condições que aumentam a complexidade técnica do tratamento e o risco de eventos adversos. Diante dos avanços na cirurgia minimamente invasiva e da consolidação de estratégias voltadas à prevenção de lesões da via biliar, o presente estudo objetivou realizar uma revisão narrativa da literatura acerca da colecistectomia videolaparoscópica na colecistite aguda complicada, com ênfase na segurança, nos desafios técnicos, no momento da intervenção e nos principais desfechos cirúrgicos. Trata-se de uma revisão narrativa, de caráter descritivo e qualitativo, realizada por meio das bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e SciELO, incluindo ensaios clínicos, estudos observacionais, revisões sistemáticas, metanálises e diretrizes publicados entre 2020 e 2026, nos idiomas português e inglês. Os resultados evidenciaram que a colecistectomia videolaparoscópica permanece como abordagem de referência mesmo nas apresentações complicadas, desde que sua realização seja orientada pelas condições clínicas do paciente, pela complexidade anatômica e pelos princípios de segurança operatória. Observou-se que inflamação acentuada, aderências, necrose e fibrose podem comprometer a identificação das estruturas hepatobiliares e dificultar a obtenção da visão crítica de segurança, tornando necessária a adoção oportuna de estratégias de resgate, especialmente a colecistectomia subtotal e, em situações selecionadas, a conversão para cirurgia aberta. Quanto ao momento da intervenção, as evidências favorecem a realização da colecistectomia durante a internação inicial em pacientes adequadamente selecionados, com redução da permanência hospitalar e sem aumento consistente de complicações graves em comparação à abordagem tardia. Entretanto, persistem desafios relacionados à heterogeneidade das apresentações complicadas, à definição de critérios objetivos para escolha das estratégias de resgate e à determinação do momento ideal da intervenção em pacientes com maior risco perioperatório. Conclui-se que o manejo cirúrgico da colecistite aguda complicada deve conciliar precocidade e segurança, fundamentando-se na seleção individualizada dos pacientes, no reconhecimento dos limites da dissecção e na adaptação da técnica aos achados intraoperatórios, com o objetivo de reduzir complicações e proporcionar melhores desfechos cirúrgicos.

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Biografía del autor/a

  • Victor do Amaral Gurgel Junqueira Azevedo, Centro Universitário Barão de Mauá

    Graduando em Medicina pelo Centro Universitário Barão de Mauá - CBM.

  • João Pedro Oliveira Vinhaes, Centro Universitário de Mineiros

    Graduando em Medicina pelo Centro Universitário de Mineiros - UNIFIMES.

  • Thiago de Lima Barreto, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Médico Graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS.

  • Erick Tomikawa Abe, Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC

    Graduando em Medicina pelo Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC - FMABC.

  • Flávia Sanagiotto Ross, Universidade do Oeste de Santa Catarina

    Graduanda em Medicina pela Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC.

  • Larissa Maciel da Costa, Universidade do Estado do Pará

    Graduanda em Medicina pela Universidade do Estado do Pará - UEPA.

  • Vinicius de Jesus Carvalho Silva, Universidade Federal do Maranhão

    Médico Graduado pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA.

  • Vitor Diniz Pitangui, Universidade do Estado de Minas Gerais

    Médico Graduado pela Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG.

  • Dhábila Paola Rodrigues de Barros, Universidade Estadual de Londrina

    Médica Graduada pela Universidade Estadual de Londrina - UEL.

Publicado

2026-08-26

Cómo citar

Azevedo, V. do A. G. J., Vinhaes, J. P. O., Barreto, T. de L., Abe, E. T., Ross, F. S., Costa, L. M. da, Silva, V. de J. C., Pitangui, V. D., & Barros, D. P. R. de. (2026). COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA NA COLECISTITE AGUDA COMPLICADA: EVIDÊNCIAS ATUAIS SOBRE SEGURANÇA, DESAFIOS TÉCNICOS E DESFECHOS CIRÚRGICOS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(8), 1-10. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29767

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