TENDÊNCIAS DAS INTERNAÇÕES E ÓBITOS POR TUBERCULOSE PULMONAR NO BRASIL: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA REGIONAL DE 2015 A 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28362Palavras-chave:
Tuberculose Pulmonar. Hospitalização. Mortalidade. Epidemiologia. Saúde Pública.Resumo
A tuberculose pulmonar permanece como uma das principais doenças infecciosas de relevância para a saúde pública mundial, sendo responsável por elevados índices de morbidade e mortalidade, especialmente em países em desenvolvimento. No Brasil, apesar dos avanços nas estratégias de diagnóstico e tratamento, a doença continua apresentando importante impacto epidemiológico, com distribuição heterogênea entre as diferentes regiões do país. Este estudo teve como objetivo analisar as tendências das internações e dos óbitos por tuberculose pulmonar no Brasil entre 2015 e 2025, considerando sua distribuição temporal, regional, etária e por sexo. Trata-se de um estudo epidemiológico, ecológico, descritivo e quantitativo, realizado a partir de dados secundários obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram analisadas as internações e os óbitos relacionados à tuberculose pulmonar segundo região geográfica, faixa etária e sexo. No período estudado, foram registrados 1.067.521 casos de tuberculose pulmonar no Brasil. A Região Sudeste concentrou o maior número de notificações, com 479.728 casos (44,9%), seguida pela Região Nordeste, com 275.643 (25,8%), Sul, com 130.556 (12,2%), Norte, com 129.679 (12,1%) e Centro-Oeste, com 51.915 casos (4,9%). Em relação à faixa etária, observou-se predomínio entre indivíduos de 20 a 39 anos, responsáveis por 485.599 casos (45,5%), seguidos pelo grupo de 40 a 59 anos, com 338.492 registros (31,7%). Quanto ao sexo, os homens representaram 748.027 casos (70,1%), enquanto as mulheres corresponderam a 319.364 notificações (29,9%). No mesmo período, foram registrados 9.959 óbitos por tuberculose pulmonar, com predominância na Região Sudeste (4.711; 47,3%), seguida pelo Nordeste (2.733; 27,4%). A maior frequência de óbitos ocorreu entre indivíduos de 50 a 59 anos (2.254; 22,6%), sendo observada predominância masculina, com 7.622 mortes (76,5%). Conclui-se que a tuberculose pulmonar permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, apresentando tendência de crescimento das internações e dos óbitos ao longo do período analisado. A concentração dos casos e das mortes nas regiões Sudeste e Nordeste, bem como a predominância entre homens e indivíduos em idade economicamente ativa, evidenciam a influência de fatores sociais, econômicos e demográficos na dinâmica da doença. Esses achados reforçam a necessidade de fortalecimento das estratégias de vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, rastreamento de contatos e adesão ao tratamento, contribuindo para a redução da carga da tuberculose e de seus desfechos desfavoráveis no país.
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