INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E RECONHECIMENTO FACIAL NA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL: ENTRE A EFICIÊNCIA INVESTIGATIVA E A PROTEÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

Autores/as

  • Maria Augusta Ribeiro Guimarães Faculdade de Ilhéus
  • Bianca Muniz Leite

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.27151

Palabras clave:

Investigação criminal. Inteligência artificial. Reconhecimento facial.

Resumen

A crescente utilização de tecnologias digitais, especialmente a inteligência artificial e o reconhecimento facial, tem transformado significativamente a investigação criminal no Brasil, ampliando a capacidade de análise de dados e a eficiência dos procedimentos investigativos. O objetivo deste estudo foi analisar os impactos dessas tecnologias na investigação criminal, considerando o equilíbrio entre eficiência investigativa e proteção dos direitos fundamentais. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa e método indutivo, baseada na análise de artigos científicos, legislações e documentos institucionais publicados entre 2020 e 2026. Os resultados evidenciam que tais tecnologias contribuem para a celeridade e precisão na identificação de suspeitos, porém também apresentam riscos relevantes, como violação da privacidade, discriminação algorítmica e fragilização do devido processo legal. Observou-se, ainda, a existência de lacunas no ordenamento jurídico brasileiro quanto à regulamentação específica dessas ferramentas, o que pode comprometer a segurança jurídica e a transparência das investigações. Conclui-se que, embora as tecnologias analisadas representem avanços importantes para a persecução penal, sua utilização deve ser orientada por princípios constitucionais, exigindo mecanismos de controle, regulamentação adequada e garantia dos direitos fundamentais, de modo a assegurar um equilíbrio entre inovação tecnológica e justiça penal.

347 264

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Maria Augusta Ribeiro Guimarães, Faculdade de Ilhéus

    Discente do curso de Direito da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia.

  • Bianca Muniz Leite

    Docente do curso de Direito da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia.

Publicado

2026-05-21

Cómo citar

Guimarães, M. A. R., & Leite, B. M. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E RECONHECIMENTO FACIAL NA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL: ENTRE A EFICIÊNCIA INVESTIGATIVA E A PROTEÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(5), 1-20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.27151

Artículos más leídos del mismo autor/a

1-10 de 11

Artículos similares

1-10 de 50

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.