USO DE BLOCOS ÓSSEOS XENÓGENOS E ALOPLÁSTICOS NA RECONSTRUÇÃO ALVEOLAR: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v5i1.30734Palavras-chave:
Enxerto ósseo, Aumento do rebordo alveolar, Substitutos ósseos, Heteroenxertos, Implantes dentáriosResumo
A perda de volume do rebordo alveolar compromete a instalação de implantes em posição favorável. O enxerto autógeno é o padrão de referência, mas envolve morbidade do sítio doador, disponibilidade limitada e reabsorção imprevisível. Revisou-se a literatura sobre blocos xenógenos e aloplásticos na reconstrução do rebordo, com ênfase em desfechos clínicos, sobrevivência de enxerto e implantes e complicações. Foi realizada busca nas bases PubMed e SciELO, incluindo ensaios clínicos, séries de casos, revisões sistemáticas e metanálises. Os blocos xenógenos colagenados apresentaram desempenho comparável ao autógeno, sem sítio doador e com disponibilidade ilimitada, embora alguns estudos indiquem sobrevivência de implante levemente inferior e risco de deiscência e exposição. Os aloplásticos, como hidroxiapatita e β-fosfato tricálcico, mostraram adequada osteocondução, sendo mais usados em defeitos pequenos ou associados a outros substitutos. Conclui-se que ambos são alternativas viáveis ao autógeno, devendo a escolha considerar a morfologia do defeito, as condições sistêmicas, o risco de complicações e a experiência do cirurgião.
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