ENXERTOS ÓSSEOS AUTÓGENOS DA CALVÁRIA NA RECONSTRUÇÃO MAXILOFACIAL: COMPLICAÇÕES, FATORES DE RISCO E ESTRATÉGIAS PREVENTIVAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29368Palavras-chave:
Calota craniana. Traumatologia. Enxerto ósseo. Infecção.Resumo
Os enxertos ósseos autógenos da calota craniana são amplamente utilizados em reconstruções bucomaxilofaciais complexas devido à sua biocompatibilidade, estabilidade volumétrica, baixa reabsorção e reduzida morbidade do sítio doador. Nas últimas décadas, o planejamento cirúrgico virtual, a impressão tridimensional e o uso de guias cirúrgicos personalizados aumentaram significativamente a precisão e a previsibilidade dos resultados reconstrutivos, favorecendo melhor adaptação dos enxertos e desfechos funcionais e estéticos mais satisfatórios. Apesar desses avanços, complicações como infecção, osteomielite, deiscência, exposição do enxerto e falha de incorporação óssea ainda representam desafios clínicos relevantes. Este estudo teve como objetivo revisar criticamente a literatura sobre o uso de enxertos autógenos da calota craniana na reconstrução bucomaxilofacial, abordando indicações, vantagens, complicações, fatores de risco, inovações tecnológicas e estratégias preventivas. Foi realizada uma revisão narrativa nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus e Google Scholar, incluindo estudos publicados preferencialmente entre 2014 e 2026, além de artigos clássicos. Os achados indicam que a calota craniana permanece uma opção segura e previsível quando associada a planejamento adequado e seleção criteriosa de pacientes. Identificou-se, contudo, uma lacuna importante quanto à influência de traumatismos cranianos prévios e alterações da díploe na segurança do sítio doador. Conclui-se que estudos prospectivos são necessários para elucidar essa relação e aprimorar protocolos clínicos baseados em evidências.
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