MUDANÇAS NO USO DA TERRA E INTENSIFICAÇÃO CLIMÁTICA NO BRASIL: EVIDÊNCIAS DE UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30528Palavras-chave:
uso do solo. mudanças climáticas. urbanização.Resumo
As transformações no uso e ocupação do solo constituem um dos principais vetores de intensificação das mudanças climáticas no Brasil, impulsionadas pelo avanço do desmatamento, da expansão agropecuária mecanizada, da urbanização desordenada e da pressão sobre ecossistemas nativos. Este estudo teve como objetivo analisar de que maneira essas alterações territoriais têm amplificado os impactos climáticos no país entre 2015 e 2025. Para isso, realizou-se uma Revisão Integrativa da Literatura, seguindo as recomendações de Whittemore e Knafl (2005), Mendes, Silveira e Galvão (2008) e PRISMA 2020, com buscas nas bases CAPES, PubMed e Google Acadêmico. Após o processo de triagem e elegibilidade, nove estudos atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a síntese final. Essas pesquisas investigaram variáveis como temperatura da superfície, emissões de GEE, erosão, hidrologia, urbanização e padrões de degradação ambiental. Os resultados demonstraram que a conversão da vegetação nativa para usos agropecuários e urbanos reduz a evapotranspiração, eleva a temperatura, intensifica processos erosivos, altera o regime de chuvas e compromete a estabilidade hídrica. Em áreas urbanas, verificou-se a formação de ilhas de calor, aumento do escoamento superficial e ampliação de enchentes. Em zonas costeiras, observou-se perda de manguezais e maior vulnerabilidade à elevação do nível do mar. Conclui-se que o uso inadequado do solo opera como catalisador das mudanças climáticas, tornando indispensáveis políticas integradas de ordenamento territorial, restauração ecológica e transição para práticas produtivas sustentáveis.
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