MUDANÇAS NO USO DA TERRA E INTENSIFICAÇÃO CLIMÁTICA NO BRASIL: EVIDÊNCIAS DE UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • José Junho Rodrigues Universidade Federal de Campina Grande image/svg+xml
  • Virgínia de Fátima Bezerra Nogueira Universidade Federal de Campina Grande image/svg+xml
  • Kylvia Luciana Pereira Costa Universidade Federal de Campina Grande image/svg+xml
  • José Renan Alexandre da Nóbrega Instituto Federal da Paraíba
  • Edgley Gonçalves Alves Segundo Universidade Federal de Campina Grande image/svg+xml
  • Alex Sandro Dantas de Medeiros Faculdade Caicoense Santa Teresinha
  • Ralina Fernandes Santos de França Medeiros Universidade Federal do Rio Grande do Norte image/svg+xml
  • Sara Vitoriano de Sousa Roberto Centro de Ensino Superior São Francisco
  • Mirla Guimarães Linhares de Oliveira Universidade Estadual do Ceará image/svg+xml
  • Ana Maria Ribeiro de Aragão Universidade Federal de Campina Grande image/svg+xml
  • Michael Douglas Sousa Leite Universidade Federal de Campina Grande image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30528

Palavras-chave:

uso do solo. mudanças climáticas. urbanização.

Resumo

As transformações no uso e ocupação do solo constituem um dos principais vetores de intensificação das mudanças climáticas no Brasil, impulsionadas pelo avanço do desmatamento, da expansão agropecuária mecanizada, da urbanização desordenada e da pressão sobre ecossistemas nativos. Este estudo teve como objetivo analisar de que maneira essas alterações territoriais têm amplificado os impactos climáticos no país entre 2015 e 2025. Para isso, realizou-se uma Revisão Integrativa da Literatura, seguindo as recomendações de Whittemore e Knafl (2005), Mendes, Silveira e Galvão (2008) e PRISMA 2020, com buscas nas bases CAPES, PubMed e Google Acadêmico. Após o processo de triagem e elegibilidade, nove estudos atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a síntese final. Essas pesquisas investigaram variáveis como temperatura da superfície, emissões de GEE, erosão, hidrologia, urbanização e padrões de degradação ambiental. Os resultados demonstraram que a conversão da vegetação nativa para usos agropecuários e urbanos reduz a evapotranspiração, eleva a temperatura, intensifica processos erosivos, altera o regime de chuvas e compromete a estabilidade hídrica. Em áreas urbanas, verificou-se a formação de ilhas de calor, aumento do escoamento superficial e ampliação de enchentes. Em zonas costeiras, observou-se perda de manguezais e maior vulnerabilidade à elevação do nível do mar. Conclui-se que o uso inadequado do solo opera como catalisador das mudanças climáticas, tornando indispensáveis políticas integradas de ordenamento territorial, restauração ecológica e transição para práticas produtivas sustentáveis.

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Biografia do Autor

  • José Junho Rodrigues, Universidade Federal de Campina Grande

    Mestrando em Gestão e Sistemas Agroindustriais (PPGGSA/UFCG) Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

  • Virgínia de Fátima Bezerra Nogueira, Universidade Federal de Campina Grande

    Doutora em Meteorologia. Docente da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus Pombal-PB.

  • Kylvia Luciana Pereira Costa, Universidade Federal de Campina Grande

    Mestra em Gestão e Sistemas Agroindustriais (PPGGSA/UFCG) pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

  • José Renan Alexandre da Nóbrega, Instituto Federal da Paraíba

    Tecnólogo em Segurança do Trabalho pelo Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

  • Edgley Gonçalves Alves Segundo, Universidade Federal de Campina Grande

    Mestre em Gestão e Sistemas Agroindustriais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Coordenador Administrativo Financeiro na ECIT Cristiano Cartaxo, Cajazeiras-PB.

  • Alex Sandro Dantas de Medeiros, Faculdade Caicoense Santa Teresinha

    Mestre em Gestão Pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Docente na Faculdade Caicoense Santa Teresinha (FCST).

  • Ralina Fernandes Santos de França Medeiros, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    Graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

  • Sara Vitoriano de Sousa Roberto, Centro de Ensino Superior São Francisco

    Mestra em Ciências da Educação pela Universidad Tecnológica Intercontinental. Professora do Centro de Ensino Superior São Francisco (FASP).

  • Mirla Guimarães Linhares de Oliveira, Universidade Estadual do Ceará

    Mestra em Ensino na Saúde pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).

  • Ana Maria Ribeiro de Aragão, Universidade Federal de Campina Grande

    Mestra em Gestão e Sistemas Agroindustriais (PPGGSA/UFCG) pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

  • Michael Douglas Sousa Leite, Universidade Federal de Campina Grande

    Doutorando em Engenharia e Gestão de Recursos Naturais (PPGEGRN/UFCG) pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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Publicado

2026-09-23

Como Citar

Rodrigues, J. J., Nogueira, V. de F. B., Costa, K. L. P., Nóbrega, J. R. A. da, Segundo, E. G. A., Medeiros, A. S. D. de, Medeiros, R. F. S. de F., Roberto, S. V. de S., Oliveira, M. G. L. de, Aragão, A. M. R. de, & Leite, M. D. S. (2026). MUDANÇAS NO USO DA TERRA E INTENSIFICAÇÃO CLIMÁTICA NO BRASIL: EVIDÊNCIAS DE UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30528

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