OFICINAS DE COMPUTAÇÃO PARA ESTUDANTES COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO: DESAFIO, CRIATIVIDADE E AUTOPERCEPÇÃO DO PENSAMENTO COMPUTACIONAL

Autores

  • Cristiane Raquel Woszezenki IFSC
  • Karla Goulart da Silva Gründler IFSC
  • Emily Niehues Albano IFSC
  • Nicole Zanatta Teixeira IFSC
  • Mariana da Silva Mendes IFSC
  • Eliane Pozzebon UFSC

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30217

Palavras-chave:

Altas Habilidades/Superdotação. Pensamento Computacional. Teoria do Flow. Educação em Computação. Projeto Meninas Digitais.

Resumo

Estudantes com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) frequentemente vivenciam, no contexto escolar regular, um descompasso entre seu ritmo de aprendizagem e o nível de desafio das atividades propostas, o que pode gerar tédio, desengajamento e subutilização do potencial criativo. Este artigo analisa a percepção de estudantes com AH/SD sobre uma sequência de oficinas de computação (Scratch, Python, micro:bit, Arduino, e Inteligência Artificial desplugada) oferecida a um grupo de estudantes do ensino fundamental do polo de Altas Habilidades/Superdotação da Escola de Educação Básica (EEB) João Colodel, no município de Turvo (SC), como uma das ações do projeto de extensão Meninas Digitais do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Araranguá. O estudo tem abordagem quali-quantitativa com predominância qualitativa e caráter exploratório, dado o número reduzido de participantes, fundamentando-se na Teoria dos Três Anéis da Superdotação (Renzulli, 1986) e na Teoria do Flow (Csikszentmihalyi, 1990). Foram aplicados três instrumentos via Google Forms: um questionário retrospectivo (antes das oficinas), um questionário de avaliação respondido ao final de cada oficina individual e um questionário de avaliação final da sequência, permitindo comparação individual pré/pós para seis participantes e uma leitura agregada das demais respostas. Os resultados indicam mudanças favoráveis na autopercepção de habilidades relacionadas ao pensamento computacional, com destaque para a capacidade percebida de criar soluções tecnológicas próprias, além de alta satisfação geral e forte interesse em continuar aprendendo. Ao mesmo tempo, 79,3% dos registros discordaram totalmente de que as atividades fossem difíceis: um indício, à luz da Teoria do Flow, de que o nível de desafio percebido pelo grupo pode ter ficado aquém de sua capacidade, o que reforça a necessidade de calibrar desafios mais compatíveis com o perfil de estudantes com AH/SD em futuras edições da ação.

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Biografia do Autor

Cristiane Raquel Woszezenki, IFSC

Doutora em Engenharia e Gestão do Conhecimento. Professora no IFSC Araranguá.

Karla Goulart da Silva Gründler, IFSC

Mestre em Educação. Professora no IFSC Araranguá.

Emily Niehues Albano, IFSC

Discente do curso Técnico Integrado em Produção de Moda no IFSC Araranguá.

Nicole Zanatta Teixeira, IFSC

Discente do curso Técnico Integrado em Produção de Moda no IFSC Araranguá.

Mariana da Silva Mendes, IFSC

Discente do curso Técnico Integrado em Produção de Moda no IFSC Araranguá. 

Eliane Pozzebon, UFSC

Doutora em Engenharia Elétrica, Sistemas e Automação. Professora na UFSC Araranguá.

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Publicado

2026-09-10

Como Citar

Woszezenki, C. R., Gründler, K. G. da S., Albano, E. N., Teixeira, N. Z., Mendes, M. da S., & Pozzebon, E. (2026). OFICINAS DE COMPUTAÇÃO PARA ESTUDANTES COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO: DESAFIO, CRIATIVIDADE E AUTOPERCEPÇÃO DO PENSAMENTO COMPUTACIONAL. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30217