DESIGUALDADES INTRAESTADUAIS NO SANEAMENTO BÁSICO E SEUS REFLEXOS NA SAÚDE: UM ESTUDO COMPARATIVO EM MUNICÍPIOS DA AMAZÔNIA ORIENTAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29971

Palavras-chave:

Saneamento básico. Doenças de veiculação hídrica. Desigualdades socioambientais. Políticas públicas. Amazônia.

Resumo

O acesso ao saneamento básico é determinante para a saúde pública, mas persistem profundas desigualdades regionais no Brasil, especialmente na Amazônia. Este estudo teve como objetivo analisar comparativamente os indicadores de saneamento, saúde e renda de Castanhal e Marabá em relação à média do estado do Pará. Trata-se de uma pesquisa descritiva, exploratória e documental, com abordagem quantitativa, baseada em dados secundários do SNIS/SINISA, DATASUS e IBGE para o ano de 2024. Os resultados revelaram que ambos os municípios apresentam indicadores estruturais significativamente piores que o patamar estadual, com 99,3% da população sem coleta de esgoto e taxas de tratamento de apenas 3,5% (Castanhal) e 2,0% (Marabá). Apesar da baixa cobertura, as tarifas de água nessas localidades (R$ 7,11/m³ e R$ 7,59/m³) superam a média paraense (R$ 5,21/m³), configurando injustiça tarifária. Na saúde, Castanhal registrou 123,5 internações por 100 mil habitantes e Marabá 29,0, valores inferiores à média do Pará (220,4), o que sugere uma relação não linear entre saneamento e adoecimento, possivelmente influenciada por subnotificação. Quanto à renda estadual, constatou-se que a população sem saneamento recebe ligeiramente mais (R$ 2.346,02) do que a população atendida (R$ 2.259,99), evidenciando que o déficit atinge também classes com poder aquisitivo e reflete uma falha crônica na oferta do Estado. Conclui-se que a universalização nesses municípios é um desafio de justiça social que exige investimentos emergenciais, revisão das tarifas e fortalecimento dos sistemas de informação de saúde.

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Biografia do Autor

  • Ionara Antunes Terra, Universidade do Estado do Pará

    Ph.D. em Educação nas Ciências, Professora da Universidade do Estado do Pará. 

  • Marcos Vinicius Afonso Cabral, Universidade do Estado do Pará

    Doutorando em Ciências Ambientais, Professor da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior. 

  • João da Silva Carneiro, Universidade do Estado do Pará

    Doutor em Química Orgânica, Professor da Universidade do Estado do Pará. 

  • Victor Wagner Bechir Diniz, Universidade do Estado do Pará

    Doutor em Química, Professor da Universidade do Estado do Pará. 

  • Alex Ogaranya Otobo, Universidade do Estado do Pará

    Doutor em Gestão Ambiental, Professor da Universidade do Estado do Pará. 

  • Eliane dos Santos da Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará

    Mestre em Engenharia Civil, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará. 

  • José Augusto Carvalho de Araújo, Universidade do Estado do Pará

    Doutor em Sociologia, Professor da Universidade do Estado do Pará. 

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Publicado

2026-08-31

Como Citar

Terra, I. A., Cabral, M. V. A., Carneiro, J. da S., Diniz, V. W. B., Otobo, A. O., Silva, E. dos S. da, & Araújo, J. A. C. de. (2026). DESIGUALDADES INTRAESTADUAIS NO SANEAMENTO BÁSICO E SEUS REFLEXOS NA SAÚDE: UM ESTUDO COMPARATIVO EM MUNICÍPIOS DA AMAZÔNIA ORIENTAL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(8), 1-13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29971

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