VENENOS RACIAIS E EUGENIA BRASILEIRA: A RESSIGNIFICAÇÃO SOCIAL À LUZ DA NECROPOLÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28763Palavras-chave:
Branqueamento. Higienismo. Biopoder. Subcidadania. Morte evitável.Resumo
O estudo analisa a permanência das racionalidades eugênicas na formação social do Brasil, examinando sua reconfiguração contemporânea em práticas institucionais de classificação, controle, abandono e exposição seletiva à morte. Parte-se do problema de que a eugenia, embora historicamente associada ao racismo científico, ao branqueamento e ao higienismo, não desapareceu como matriz de hierarquização da vida, mas foi deslocada para novas formas de gestão da desigualdade. A pesquisa adota abordagem qualitativa, bibliográfica, documental e analítico-interpretativa, com uso de obras clássicas, produção científica recente e fontes oficiais sobre homicídios, encarceramento, desaparecimentos, saúde da população negra e vulnerabilidades territoriais. A discussão evidencia que a seletividade penal, a morte evitável, a precarização do cuidado, a invisibilidade estatística e a subcidadania educacional expressam continuidades históricas de desumanização racial. Conclui-se que a superação dessas permanências exige políticas públicas antirracistas, qualificação dos registros oficiais, fortalecimento territorial do cuidado e revisão crítica das práticas institucionais que naturalizam a descartabilidade de populações negras, indígenas, quilombolas e periféricas.
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