SONO E PREJUÍZO DA COGNIÇÃO DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29791Palavras-chave:
Sono. Cognição. Profissional da saúde.Resumo
A privação de sono, comum em jornadas de trabalho extensas, prejudica a cognição, atenção e capacidade de tomar decisões rápidas, além de aumentar o risco de erros médicos e comprometer a saúde mental e física dos trabalhadores. O estudo teve como objetivo analisar os efeitos da privação do sono no desempenho cognitivo e na saúde dos profissionais. Foi realizado um estudo observacional, transversal por meio de aplicação de questionários para avaliar a qualidade do sono, a fadiga e dados específicos de cada indivíduo, com base em uma amostra de profissionais de saúde que atuam em turnos noturnos em dois hospitais de Juiz de Fora. A amostra teve mediana de idade de 38 anos, predominância feminina (79,8%) e maioria de técnicos de enfermagem (58,8%). A prevalência de má qualidade do sono foi de 90,8%, associando-se ao tratamento para distúrbios do sono (p=0,0123), menor duração do sono (p=0,0039) e maior fadiga (p<0,001). Concluiu-se que a prevalência de má qualidade do sono entre os profissionais de saúde deste estudo foi alarmante e a profissão mostrou-se fator determinante. Reforça-se a necessidade de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde do trabalhador, incentivo a hábitos saudáveis e ações de educação em saúde.
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