DA INCLUSÃO PREVISTA À EXCLUSÃO VIVIDA: REFLEXÕES SOBRE OS ESTUDANTES INVISIBILIZADOS NA SALA DE AULA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29337Palavras-chave:
Educação Inclusiva. Psicologia Escolar. Invisibilidade Pedagógica. Participação Escolar. Desenvolvimento Humano.Resumo
A educação inclusiva representa um importante avanço na garantia do direito à educação, porém sua efetivação ainda enfrenta desafios relacionados à distância entre os princípios previstos na legislação e as práticas desenvolvidas no cotidiano escolar. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, como essa distância pode favorecer situações de invisibilidade pedagógica, comprometendo a participação, a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes. A pesquisa fundamentou-se na análise de livros, artigos científicos, documentos oficiais e legislações sobre educação inclusiva e Psicologia Escolar, dialogando principalmente com as contribuições teóricas de Lev S. Vygotsky, Maria Teresa Eglér Mantoan e Romeu Kazumi Sassaki. Os resultados evidenciam que, embora o ordenamento jurídico brasileiro assegure o acesso e a permanência dos estudantes na escola regular, a inclusão efetiva depende da eliminação de barreiras pedagógicas, institucionais e atitudinais, bem como da articulação entre formação docente, gestão escolar, atuação interdisciplinar e políticas públicas. Conclui-se que a inclusão escolar somente se concretiza quando o direito formal à educação é acompanhado por condições reais de participação, aprendizagem, desenvolvimento e pertencimento, permitindo que todos os estudantes sejam reconhecidos como sujeitos ativos do processo educativo.
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