PLANEJAMENTO HIDROSSANITÁRIO INTELIGENTE EM EDIFICAÇÕES URBANAS: GESTÃO DE PESSOAS E COMPETÊNCIAS NA PROMOÇÃO DE INSTALAÇÕES PREPARADAS PARA CONEXÃO À REDE PÚBLICA DE ESGOTO

Autores

  • Piedley Macedo Saraiva UECE
  • Ana Laura Alves Borges
  • Ermeson Nael Diniz Lima
  • Giselly Laurentino da Silva
  • Marta Niuma Bezerra
  • Mikaelly de Matos Soares
  • Paulo Everson Gonçalves Rosal
  • Roberta do Nascimento Gonçalves
  • Tauany de Alcantara Medeiros

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28709

Palavras-chave:

Saneamento básico. Planejamento hidrossanitário. Gestão de pessoas. Competências.

Resumo

O artigo analisa o planejamento hidrossanitário inteligente em edificações urbanas, com foco na concepção e execução de instalações prediais que prevejam a futura conexão à rede pública de esgoto, articulando esse campo técnico com a gestão de pessoas e o desenvolvimento de competências na construção civil. Parte-se do reconhecimento de que o saneamento básico é condição essencial para a saúde pública, a qualidade de vida e a sustentabilidade das cidades, mas que grande parte das edificações brasileiras ainda é construída com sistemas individuais de esgotamento sanitário, sem previsão de integração posterior à rede coletora, o que acarreta custos elevados de adaptação, riscos ambientais e atraso no cumprimento das metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico. Diversos estudos mostram que a universalização do saneamento depende tanto da expansão das redes quanto da efetiva conexão dos imóveis, o que exige alinhamento entre projetos de edificações e planejamento urbano (FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE, 2019; IBGE, 2017; INSTITUTO TRATA BRASIL, 2024). Em perspectiva mais ampla, autores que discutem desenvolvimento sustentável e tecnologia ressaltam que o uso de infraestruturas como redes de esgoto expressa o “paradoxo do progresso”: a mesma tecnologia que pode reduzir impactos ambientais pode também agravá-los, se não for adequada e socialmente orientada (SACHS, 2009; BARBIERI, 2020; SARAIVA; SANTOS NETO; SANTOS JUNIOR, 2023). Metodologicamente, o estudo é aplicado, qualitativo, descritivo e exploratório, estruturado como estudo de caso acadêmico, fundamentado em revisão bibliográfica, análise do relatório “Planejamento hidrossanitário inteligente: projeto e execução de instalações prevendo conexão à rede pública de esgoto”, normas técnicas, legislação e relatos de interação com empresas da construção civil. Os resultados indicam que a produção de materiais educativos digitais e o diálogo com empresas contribuem para a sensibilização de estudantes e profissionais quanto à importância de prever, em projetos, a futura ligação à rede pública, ao mesmo tempo em que evidenciam limitações de tempo, recursos e institucionalização. Conclui-se que o planejamento hidrossanitário inteligente, articulado à gestão de pessoas e ao desenvolvimento de competências, constitui prática estratégica para a sustentabilidade urbana e para a formação de profissionais comprometidos com o direito ao saneamento e com a redução de impactos socioambientais.

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Biografia do Autor

  • Piedley Macedo Saraiva, UECE

    Orientador. 

  • Ana Laura Alves Borges

    Arquitetura e Urbanismo.

  • Ermeson Nael Diniz Lima

    Arquitetura e Urbanismo. 

  • Giselly Laurentino da Silva

    Arquitetura e Urbanismo.

  • Marta Niuma Bezerra

    Arquitetura e Urbanismo.

  • Mikaelly de Matos Soares

    Arquitetura e Urbanismo.

  • Paulo Everson Gonçalves Rosal

    Arquitetura e Urbanismo.

  • Roberta do Nascimento Gonçalves

    Arquitetura e Urbanismo.

  • Tauany de Alcantara Medeiros

    Arquitetura e Urbanismo.

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Publicado

2026-07-07

Como Citar

Saraiva, P. M., Borges, A. L. A., Lima, E. N. D., Silva, G. L. da, Bezerra, M. N., Soares, M. de M., Rosal, P. E. G., Gonçalves, R. do N., & Medeiros, T. de A. (2026). PLANEJAMENTO HIDROSSANITÁRIO INTELIGENTE EM EDIFICAÇÕES URBANAS: GESTÃO DE PESSOAS E COMPETÊNCIAS NA PROMOÇÃO DE INSTALAÇÕES PREPARADAS PARA CONEXÃO À REDE PÚBLICA DE ESGOTO. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(7), 1-19. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28709

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