INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO: ANÁLISE DA TRANSPARÊNCIA ALGORÍTMICA À LUZ DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA RESOLUÇÃO 615/2025 DO CNJ

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26814

Palavras-chave:

Inteligência Artificial. Processo Civil. Fundamentação. Eficiência. Garantismo.

Resumo

Este artigo analisa a tensão entre a implementação de ferramentas de inteligência artificial (IA) no Poder Judiciário brasileiro e o dever constitucional de fundamentação das decisões judiciais, conforme previsto no art. 489, § 1º, do Código de Processo Civil de 2015. O estudo investiga como sistemas de triagem e automação, como o Victor (STF) e o Athos (STJ), impactam o paradigma da eficiência processual em face das garantias do devido processo legal e da Resolução 615/2025 do CNJ. A metodologia consiste em uma pesquisa bibliográfica e documental, pautada na análise de doutrina jurídica. Conclui-se que, embora a IA promova a celeridade e a instrumentalidade efetiva, ela não pode substituir o juízo de valor e a compreensão linguística exigidos pela fundamentação exauriente, sob pena de nulidade das decisões e cerceamento do contraditório.

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Biografia do Autor

  • Lucas Duarte Barbosa, Universidade Federal do Amazonas

    Acadêmico de Direito na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). 

  • Hamilton Gomes de Santana Neto, Universidade Federal do Amazonas

    Orientador. Doutorando em Direito Ambiental na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Doutorando em Função Social do Direito pela Faculdade Autônoma de Direito (FADISP). Mestre em Constitucionalismo e Direitos na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Especialista em Direito Processual pela Escola Superior da Magistratura do Amazonas (ESMAM). Professor de pós-graduação da ESMAM. Professor substituto na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). 

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Publicado

2026-06-22

Como Citar

Barbosa, L. D., & Santana Neto, H. G. de. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO: ANÁLISE DA TRANSPARÊNCIA ALGORÍTMICA À LUZ DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA RESOLUÇÃO 615/2025 DO CNJ. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(6), 1-15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26814

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