IMPACTO DAS DIRETRIZES DE RASTREAMENTO MAMOGRÁFICO AOS 40 E 50 ANOS: UMA ANÁLISE DOS ACHADOS DE BI-RADS 4-6 NO PARANÁ, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26584Palavras-chave:
Mamografia. Rastreio. Diretrizes.Resumo
Introdução: O câncer de mama é um dos mais prevalentes entre a população feminina no Brasil, e seu diagnóstico precoce está diretamente relacionado a um melhor prognóstico e aumento das chances de cura. No entanto, há divergências nas diretrizes de rastreamento recomendadas por diferentes entidades médicas, o que gera questionamentos sobre a idade ideal para iniciar o rastreio mamográfico. Objetivo: Esta pesquisa teve como objetivo avaliar os impactos das diferentes diretrizes de rastreamento na detecção precoce da doença e na mortalidade, a fim de comparar os riscos associados a uma detecção tardia, bem como analisar os custos e a sobrecarga ao sistema de saúde brasileiro. Metodologia: A pesquisa foi conduzida por meio da análise de dados obtidos do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), a partir do Sistema de Informações de Câncer (SISCAN), considerando exames de mamografia para investigação diagnóstica realizados no Paraná entre 2015 e 2025, em mulheres de 40 a 74 anos da população-alvo, sem mamografia anterior registrada e com presença de sinais e sintomas de câncer de mama prévios à mamografia (lesão papilar, descarga papilar espontânea, nódulo, espessamento e linfonodo axilar e supraclavicular). O estudo foi fundamentado em uma revisão de literatura baseada em artigos publicados em plataformas indexadas como Scielo, PubMed e revistas científicas, com ênfase nas recomendações da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer (INCA). Resultados: Foram analisados 10.410 exames, dos quais 228 apresentaram achados classificados como BI-RADS 4–6. Observou-se que aproximadamente 63% desses casos ocorreram em mulheres fora da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde (50–69 anos), indicando que uma parcela significativa das lesões suspeitas não seria contemplada pelas diretrizes atuais de rastreamento. Conclusão: Sob o âmbito econômico, realizar o diagnóstico precoce demonstrou ser mais vantajoso uma vez que o tratamento de neoplasias avançadas tende a ser muito mais oneroso, sendo a melhor alternativa a médio e longo prazo. Essas informações destacam a importância de revisar as diretrizes nacionais de rastreamento, considerando as evidências epidemiológicas regionais, para fundamentar políticas públicas mais adequadas à realidade do Brasil e à sustentabilidade do sistema de saúde.
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