PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA AIDS NO BRASIL NA ÚLTIMA DÉCADA: NOTIFICAÇÕES, ÓBITOS E INTERNAMENTOS

Autores

  • Isadora de Araujo Freitas AFYA Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Mel Rocha de Melo AFYA Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Rhuan da Silva Santos Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Pedro Costa Campos Filho AFYA - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna e da Universidade Estadual de Santa Cruz

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.26295

Palavras-chave:

Vírus da AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Epidemiologia., Doença de notificação compulsória.

Resumo

A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), ainda apresenta expressiva magnitude, especialmente entre populações vulneráveis e em determinadas regiões brasileiras. Este estudo teve como objetivo delimitar o perfil epidemiológico dos casos e da mortalidade por HIV/AIDS no Brasil entre 2013 e 2023. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo e de abordagem quantitativa, considerando o perfil dos casos diagnosticados, dos óbitos e indicadores hospitalares relacionados à AIDS. Para a caracterização sociodemográfica dos casos diagnosticados, foram analisadas as variáveis faixa etária, sexo, raça/cor, escolaridade, categoria de exposição hierárquica, macrorregião geográfica e ano do diagnóstico, no período de 2013 a 2022. Nesse intervalo, foram diagnosticados 401.808 casos de AIDS, com predominância entre homens jovens, especialmente na faixa etária de 20 a 34 anos, pessoas pardas, heterossexuais e com ensino médio completo. Observou-se, ainda, importante heterogeneidade regional, com destaque para a Região Sudeste, que concentrou o maior número de casos. Apesar da tendência geral de redução dos diagnósticos e dos óbitos ao longo do período, possivelmente relacionada à ampliação do acesso à terapia antirretroviral (TARV) e às estratégias de prevenção combinada, persistem desafios relevantes, como a subnotificação de informações, especialmente referentes à raça/cor e à categoria de exposição, a vulnerabilidade de populações-chave e o aumento da ocorrência de casos entre idosos. Dessa forma, evidenciou-se predominância do sexo masculino, da faixa etária de 20 a 49 anos, da raça/cor parda e do ensino médio completo, sendo a via sexual a principal forma de transmissão, com destaque para a exposição heterossexual. Quanto à mortalidade, o maior número de óbitos ocorreu em 2013, observando-se redução da taxa de mortalidade por AIDS ao longo do período analisado.

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Biografia do Autor

  • Isadora de Araujo Freitas, AFYA Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna

    Graduanda em Medicina na AFYA-Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna. 

  • Mel Rocha de Melo, AFYA Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna

    Graduanda em Medicina na AFYA-Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna. 

  • Rhuan da Silva Santos, Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna

    Graduando em Medicina na AFYA-Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna.

  • Pedro Costa Campos Filho, AFYA - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna e da Universidade Estadual de Santa Cruz

    Orientador. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia e Biotecnologia de Microorganismos da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Docente da AFYA - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna e da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

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Publicado

2026-10-28

Como Citar

Freitas, I. de A., Melo, M. R. de, Santos, R. da S., & Campos Filho, P. C. (2026). PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA AIDS NO BRASIL NA ÚLTIMA DÉCADA: NOTIFICAÇÕES, ÓBITOS E INTERNAMENTOS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(10), 1-14. https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.26295

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