USO DE CANABINOIDES MODULA O PERFIL SECRETÓRIO DE CITOCINAS ANTI-INFLAMATÓRIAS EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25836

Palavras-chave:

Cannabis. Cannabis Medicinal. Citocinas. Esclerose Múltipla. Doenças Autoimunes.

Resumo

A esclerose múltipla permanece como uma importante doença neuroinflamatória crônica, marcada por desregulação imunológica e produção de mediadores inflamatórios que contribuem para a progressão do dano neurológico. Nesse contexto, os canabinoides, derivados da cannabis sativa, têm despertado interesse pelo seu potencial imunomodulador através de alterações da secreção de citocinas, o que poderia contribuir para o controle da atividade inflamatória da doença. Diante disso, esse artigo tem o objetivo de compreender os efeitos do uso de canabinoides no perfil secretório de citocinas anti-inflamatórias em pacientes portadores de esclerose múltipla. Trata-se de uma revisão sistemática e meta-análise conduzida segundo PRISMA, abrangendo ensaios clínicos, coortes e caso-controle publicados até setembro de 2025, nas bases de dados PubMed, Cochrane e Scielo. A seleção e avaliação dos artigos foram realizadas por pesquisadores independentes, utilizando ferramentas para avaliação de risco de viés. A meta-análise utilizou RevMan 4.2.2 e o pacote meta.  Calculou-se as diferenças com IC  95% e a heterogeneidade foi avaliada pelo teste I². A revisão sistemática incluiu sete artigos. Desses, três estavam aptos à meta-análise. Nos pacientes que faziam o uso dos derivados da cannabis sativa houve redução significativa dos níveis séricos de IL-4 (-6,68; IC95% -7,56 a -5,80) e IL-10 (-10,66; IC95% -11,51 a -9,81). O uso de canabinoides modulou o perfil secretório de citocinas, promovendo redução de mediadores anti-inflamatórios IL-4 e IL-10 em pacientes com EM. Apesar do benefício clínico descrito para dor e espasticidade, tais resultados devem ser interpretados com cautela devido à elevada heterogeneidade entre os estudos e a escassez de padronização dos compostos e das doses. Portanto, os efeitos imunomoduladores da cannabis medicinal na autoimunidade permanecem inconclusivos.

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Biografia do Autor

Rodrigo Gentil Miquilino de Oliveira, UNIMONTES

Discente do curso de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES).

Isabela Camporioni Stacanelli, UNIMONTES

Discente do curso de Medicina da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES).

Luís Fernando Guimarães, Universidade Estadual de Montes Claros

Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Montes Claros. Atualmente é preceptor da residência de neurologia do Hospital Federal dos Servidores do Estado, coordenador do Serviço de Neurofisiologia (Eletroneuromiografia e Eletroencefalografia) do Hospital Santa Casa de Montes Claros, neurologista e neurofisiologista, perito em neurologia dos Tribunais Regionais Federais, (TRFs de Montes Claros e Janauba). Professor em Neurologia da Universidade Estadual de Montes Claros (disciplina de neuroanatomia, tutor e construtor de módulo). Fundador, como acadêmico de ensino da NEUROLIGA. Fellown na Harvard Medical School para Neuroimunologia e outras doenças neuroloógicas. Coordenador do ambulatório de doenças raras da Universidade Estadual de Montes Claros.

Mariléia Chaves Andrade, UNIMONTES

4 Doutora em Bioquímica e Imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Docente do Departamento de Fisiopatologia da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES).

Waldemar de Paula Júnior, UNIMONTES

Doutor em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Docente do Departamento de Fisiopatologia da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES).

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Publicado

2026-04-15

Como Citar

Oliveira, R. G. M. de, Stacanelli, I. C., Guimarães, L. F., Andrade, M. C., & Paula Júnior, W. de. (2026). USO DE CANABINOIDES MODULA O PERFIL SECRETÓRIO DE CITOCINAS ANTI-INFLAMATÓRIAS EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–19. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25836