POLÍTICAS DE ESCRITA E EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS E DECOLONIAIS NA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM PSICOLOGIA: ESCREVIVÊNCIA, LUGAR DE FALA E A VOZ SUBALTERNA COMO MÉTODO

Autores

  • Carolina de Castro Universidade Federal do Delta do Parnaíba
  • Idália Medeiros Guerra Universidade Federal do Delta do Parnaíba
  • Herbert dos Santos Bangoim Universidade Federal do Delta do Parnaíba
  • Virna Costa Ribeiro Universidade Federal do Delta do Parnaíba
  • Nicole Agnes Nunes de Araújo Universidade Federal do Delta do Parnaíba

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24817

Palavras-chave:

Epistemologias feministas. Decolonialidade. Escrevivência. Lugar de fala. Psicologia.

Resumo

O presente artigo analisa as políticas de escrita e as epistemologias feministas e decoloniais como possibilidades metodológicas para a produção de conhecimento em psicologia, tomando a escrevivência, o lugar de fala e a voz subalterna como operadores conceituais centrais. Considerando a hegemonia de modelos epistêmicos eurocêntricos e masculinistas que historicamente conformaram o campo psi, objetiva-se discutir as contribuições de autoras como Gayatri Spivak, bell hooks, Djamila Ribeiro, Gloria Anzaldúa, Conceição Evaristo, Fernanda Felisberto, Margareth Rago, Camila Sosa Villada e pesquisadoras brasileiras do campo da psicologia para a construção de práticas de pesquisa e escrita que reconheçam a corporificação, a localização e a parcialidade como condições de todo saber. Para tanto, procede-se a um estudo teórico que articula epistemologias feministas e decoloniais, escrevivência e escritas de si como método, e políticas de escrita na psicologia como práticas de resistência. Desse modo, observa-se que essas perspectivas oferecem ferramentas potentes para uma psicologia comprometida com a justiça epistêmica e com a transformação social, o que permite concluir que escrever desde as margens constitui não apenas opção metodológica, mas posicionamento ético e político diante das desigualdades que atravessam o campo da produção de conhecimento.

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Biografia do Autor

Carolina de Castro, Universidade Federal do Delta do Parnaíba

Mestranda em Psicologia na Universidade Federal do Delta do Parnaíba.

Idália Medeiros Guerra, Universidade Federal do Delta do Parnaíba

Mestranda em Psicologia na Universidade Federal do Delta do Parnaíba.

Herbert dos Santos Bangoim, Universidade Federal do Delta do Parnaíba

Psicólogo formado pela Universidade Federal do Delta do Parnaíba. 

Virna Costa Ribeiro, Universidade Federal do Delta do Parnaíba

Psicóloga formada pela Universidade Federal do Delta do Parnaíba. 

Nicole Agnes Nunes de Araújo, Universidade Federal do Delta do Parnaíba

Mestranda em Psicologia na Universidade Federal do Delta do Parnaíba. 

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Publicado

2026-03-20

Como Citar

Castro, C. de, Guerra, I. M., Bangoim, H. dos S., Ribeiro, V. C., & Araújo, N. A. N. de. (2026). POLÍTICAS DE ESCRITA E EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS E DECOLONIAIS NA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM PSICOLOGIA: ESCREVIVÊNCIA, LUGAR DE FALA E A VOZ SUBALTERNA COMO MÉTODO . Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(3), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24817