AVALIAÇÃO DO IMPLANTE SUBDÉRMICO DE ETONOGESTREL (IMPLANON) COMO ALTERNATIVA AO DISPOSITIVO INTRAUTERINO DE COBRE ENQUANTO MÉTODO CONTRACEPTIVO DE LONGA DURAÇÃO NO PÓS-PARTO IMEDIATO NO CONTEXTO DO SUS

Autores

  • Ana Giulia Holanda Flor UNIGRANRIO
  • Catarina Diniz Silva UNIGRANRIO
  • Jessica Victória Santana de Souza UNIGRANRIO
  • Daniel Escorsim Machado UNIGRANRIO
  • Maurício Cupello Peixoto UNIGRANRIO

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22468

Palavras-chave:

Contracepção. Pós-parto. Implante de Etonogestrel. Dispositivo Intrauterino de Cobre. Sistema Único de Saúde.

Resumo

O DIU de cobre Tcu 380 é um contraceptivo de longa duração amplamente utilizado no Sistema Único de Saúde, constituindo o principal método contraceptivo ofertado no pós-parto. No entanto, percebe-se resistência dos profissionais obstetras à sua inserção no pós-parto imediato devido às altas taxas de expulsão, que variam entre 10% no período imediato e 13-29,7% no precoce, comparado a apenas 1,9% no tardio. Além disso, as dificuldades de acompanhamento na Atenção Primária à Saúde, incluindo falta de profissionais qualificados e dificuldade de acesso a ultrassonografias de controle, comprometem a eficácia do método. Nesse contexto, surge a necessidade de avaliar alternativas contraceptivas de longa duração para o pós-parto imediato, destacando-se o implante subdérmico de etonogestrel (Implanon), recentemente incorporado ao SUS pela Portaria SECTICS/MS nº 47 de 2025. Este trabalho objetivou reavaliar a eficiência contraceptiva do DIU de cobre na inserção pós-parto e avaliar a viabilidade do Implanon como alternativa no puerpério imediato. Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada entre agosto de 2024 e agosto de 2025, utilizando bases de dados PubMed e Google Acadêmico, além de repositórios oficiais do Ministério da Saúde, CONITEC e secretarias municipais de saúde. Foram consultadas também publicações da FEBRASGO, Fiocruz e organizações internacionais. Os resultados demonstram que o Implanon NXT® apresenta eficácia contraceptiva superior e maior taxa de continuidade de uso ao longo de três anos comparado ao DIU de cobre. O implante libera etonogestrel de forma contínua, impedindo a ovulação e alterando o muco cervical, com liberação hormonal decrescente ao longo dos três anos de uso. A FEBRASGO reconhece a segurança dos LARCs nas primeiras 48 horas pós-parto, e municípios como São Paulo e Porto Alegre já protocolaram o uso do implante no puerpério. Contudo, a implementação nacional ainda enfrenta barreiras, pois a OMS mantém o etonogestrel como categoria 3 para lactantes, recomendando aguardar 21-28 dias pós-parto. A discussão evidencia que, apesar das vantagens do implante, incluindo maior satisfação das usuárias e ausência de necessidade de acompanhamento ultrassonográfico, sua implementação no pós-parto imediato requer protocolos específicos e capacitação profissional. Conclui-se que o implante subdérmico de etonogestrel representa uma alternativa promissora ao DIU de cobre no pós-parto imediato, apresentando vantagens em termos de eficácia, continuidade de uso e satisfação das usuárias, sendo necessária a criação de protocolos nacionais e projetos-piloto para sua implementação segura no SUS.

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Biografia do Autor

  • Ana Giulia Holanda Flor, UNIGRANRIO

    Acadêmica de medicina na Universidade Afya Unigranrio, Campus Duque de Caxias.

  • Catarina Diniz Silva, UNIGRANRIO

    Acadêmica de medicina na Universidade Afya Unigranrio, Campus Duque de Caxias.

  • Jessica Victória Santana de Souza, UNIGRANRIO

    Acadêmica de medicina na Universidade Afya Unigranrio, campus Duque de Caxias.

  • Daniel Escorsim Machado, UNIGRANRIO

    Mestre e Doutor em Ciências Morfológicas pela UFRJ, professor da Universidade Afya Unigranrio.

  • Maurício Cupello Peixoto, UNIGRANRIO

    Doutor em Biologia pela UERJ, professor da Universidade Afya Unigranrio. 

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Publicado

2025-11-22

Como Citar

Flor, A. G. H., Silva, C. D., Souza, J. V. S. de, Machado, D. E., & Peixoto, M. C. (2025). AVALIAÇÃO DO IMPLANTE SUBDÉRMICO DE ETONOGESTREL (IMPLANON) COMO ALTERNATIVA AO DISPOSITIVO INTRAUTERINO DE COBRE ENQUANTO MÉTODO CONTRACEPTIVO DE LONGA DURAÇÃO NO PÓS-PARTO IMEDIATO NO CONTEXTO DO SUS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 11(11), 6701-6717. https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22468

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