CETOACIDOSE DIABÉTICA GRAVE: ATUALIZAÇÕES NO MANEJO DE FLUIDOS, INSULINA E DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS

Autores

  • Augusto João Manuel FSP-USP
  • Hilton Carlos Ribeiro Universidade Unigranrio
  • Rafaella Fonseca Ferreira Faculdade Atenas de Sete Lagoas
  • Alana Medeiros de Lima Centro Universitário de Volta Redonda
  • Charlâne Marinho Almeida Urach UNIPÊ
  • Eberson da Silva Rodrigues do Nascimento UFG
  • Pedro Henrique Soares Pinheiro Rocha FUNORTE
  • Matheus Azevedo Silva ITPAC
  • Lucas Dutra Nehme UFGD
  • Luiz Carlos Mathias Vilanova Neto UniFacema
  • Chrystian Sales Ferreira de Oliveira FAMENE
  • Paloma Rodrigues Carvalho UNINOVE
  • Suzana Patrícia Santos Rodrigues UFMA
  • Nayara Rodrigues Silva Lima UFSCar

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30377

Palavras-chave:

Cetoacidose diabética. Insulina. Fluidoterapia. Hipocalemia. Distúrbios hidroeletrolíticos.

Resumo

A cetoacidose diabética grave constitui uma emergência metabólica potencialmente fatal, caracterizada por cetonemia acentuada, acidose metabólica e importantes alterações do volume circulante e dos eletrólitos. O tratamento fundamenta-se na reposição volêmica, insulinoterapia, correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e identificação do fator precipitante. O objetivo desta revisão foi analisar evidências recentes sobre o manejo da cetoacidose diabética grave em adultos, com ênfase na escolha dos fluidos, estratégias de insulinização e reposição eletrolítica. Realizou-se revisão integrativa da literatura, considerando publicações entre setembro de 2021 e setembro de 2026, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e ScienceDirect. Foram identificados 886 registros e, após as etapas de triagem e elegibilidade, 19 publicações compuseram a síntese qualitativa final. As evidências indicam que cristaloides balanceados podem reduzir hipercloremia e melhorar o perfil ácido-básico, embora sua superioridade quanto ao tempo de resolução da CAD permaneça inconsistente. A insulina intravenosa continua sendo a estratégia recomendada nos casos graves, enquanto a introdução precoce de insulina basal apresenta resultados promissores, porém heterogêneos entre os estudos. A monitorização rigorosa do potássio permanece essencial, e bicarbonato e fosfato não são recomendados rotineiramente. Conclui-se que protocolos individualizados e monitorização frequente permanecem fundamentais para reduzir complicações e otimizar a segurança do tratamento.

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Biografia do Autor

Augusto João Manuel, FSP-USP

Mestrando em Saúde Pública. Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP)

Hilton Carlos Ribeiro, Universidade Unigranrio

Médico. Universidade Unigranrio – Afya.

Rafaella Fonseca Ferreira, Faculdade Atenas de Sete Lagoas

Médica.  Faculdade Atenas de Sete Lagoas.

Alana Medeiros de Lima, Centro Universitário de Volta Redonda

Medicina. Centro Universitário de Volta Redonda.

Charlâne Marinho Almeida Urach, UNIPÊ

Medicina. Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ).

Eberson da Silva Rodrigues do Nascimento, UFG

Médico; Neurologista; Psiquiatra; Psicoterapeuta; Mestre; Doutor; Professor. Universidade Federal de Goiás (UFG).

Pedro Henrique Soares Pinheiro Rocha, FUNORTE

Médico; Pós-Graduado em Terapia Intensiva pelo Hospital Israelita Albert Einstein (2025).  Faculdades Unidas do Norte de Minas (FUNORTE) – Montes Claros/MG

Matheus Azevedo Silva, ITPAC

Medicina.  ITPAC Porto Nacional.

Lucas Dutra Nehme, UFGD

Médico. Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Luiz Carlos Mathias Vilanova Neto, UniFacema

Graduando em Medicina. Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão (UniFacema).

Chrystian Sales Ferreira de Oliveira, FAMENE

Médico; Residente em Clínica Médica. Faculdade de Medicina Nova Esperança (FAMENE); Hospital Agamenon Magalhães – SES/PE

Paloma Rodrigues Carvalho, UNINOVE

Graduanda em Medicina.  Universidade Nove de Julho (UNINOVE).

Suzana Patrícia Santos Rodrigues, UFMA

Graduada em Medicina. Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Nayara Rodrigues Silva Lima, UFSCar

Médica, com diploma revalidado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).  Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

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Publicado

2026-09-16

Como Citar

Manuel, A. J., Ribeiro, H. C., Ferreira, R. F., Lima, A. M. de, Urach, C. M. A., Nascimento, E. da S. R. do, … Lima, N. R. S. (2026). CETOACIDOSE DIABÉTICA GRAVE: ATUALIZAÇÕES NO MANEJO DE FLUIDOS, INSULINA E DISTÚRBIOS HIDROELETROLÍTICOS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–19. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30377