PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE TRAUMAS ORTOPÉDICOS EM HOSPITAL TERCIÁRIO: IMPACTO DA ENERGIA DO TRAUMA NOS DESFECHOS ASSISTENCIAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30213Palavras-chave:
Traumatologia. Mecanismos de Trauma. Impacto ortopédico. Sistema público de saúde.Resumo
O estudo analisou o perfil epidemiológico de traumas ortopédicos e o impacto da energia do mecanismo da lesão nos desfechos assistenciais de um hospital terciário. Para isso, foi realizado um estudo observacional, retrospectivo e analítico com 503 pacientes (N=503) atendidos no Pronto-socorro do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) ao longo do ano de 2024. Aplicou-se o modelo de Regressão Logística Multinomial no software Jamovi (versão 2.4) para avaliar a associação independente entre o Tipo de Energia envolvido no trauma (Baixa vs. Alta) e a evolução clínica final (Alta Hospitalar, Internação Eletiva, Evasão, Permanência Prolongada, Transferência e Óbito), utilizando a Idade como variável de ajuste. Os resultados apontaram que o mecanismo de alta energia associou-se de forma direta e estatisticamente significativa ao desfecho de Óbito (β = 7,827; p < 0,001; OR = 2509,45; IC95%: 119,00–52917,98) e ao risco de Permanência Prolongada (β = -11,689; p < 0,001). Constatou-se também que os traumas gerados por baixa energia mecânica reduziram em 53% as chances de Evasão Hospitalar (β = -0,751; p = 0,038; OR = 0,471; IC95%: 0,231–0,960), indicando uma concentração do abandono de tratamento no perfil de alta energia. A idade atuou como preditor independente apenas para as internações programadas de caráter Eletivo (β = 0,013; p = 0,012; OR = 1,013). Conclui-se que a intensidade da energia do trauma se configura como a principal determinante dos desfechos de maior gravidade na instituição, sobrepondo-se ao fator etário na condução da complexidade hospitalar regional.
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