APLICAÇÃO DO PROTOCOLO DE MANCHESTER NA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DO IDOSO: DESAFIOS E EFICÁCIA NO SERVIÇO DE URGÊNCIA

Autores

  • Elizangela David Nonato
  • Suely de Freitas Pimenta
  • Robson Costa Pessoa

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30096

Palavras-chave:

Sistema de Triagem de Manchester. Classificação de risco. Pessoas idosas. Urgência e emergência. Enfermagem. Segurança do paciente.

Resumo

O envelhecimento populacional tem provocado aumento progressivo da demanda por serviços de urgência e emergência, tornando necessária a adoção de estratégias capazes de organizar o atendimento e identificar, de maneira segura e oportuna, os pacientes que apresentam maior gravidade clínica (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2021). Nesse contexto, o Sistema de Triagem de Manchester (STM) constitui uma ferramenta utilizada para a classificação de risco segundo critérios clínicos e níveis de prioridade. Entretanto, a aplicação do protocolo à população idosa apresenta desafios relacionados às características próprias do envelhecimento, incluindo multimorbidade, fragilidade, alterações funcionais, cognitivas e manifestações clínicas atípicas. O objetivo desta revisão foi analisar as evidências científicas acerca da aplicação do Sistema de Triagem de Manchester na classificação de risco de pessoas idosas nos serviços de urgência e emergência, identificando seus benefícios, limitações e desafios para a qualidade e segurança da assistência. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida mediante busca de estudos científicos nas bases de dados definidas pelos autores, utilizando descritores relacionados ao Sistema de Triagem de Manchester, classificação de risco, idosos e serviços de urgência e emergência. Foram considerados estudos nacionais e internacionais que abordassem a utilização do protocolo ou aspectos diretamente relacionados à classificação de risco da população idosa. A literatura analisada indica que o Sistema de Triagem de Manchester contribui para a organização do fluxo assistencial e para a priorização dos pacientes segundo a gravidade clínica, mas apresenta limitações quando aplicado isoladamente à população idosa. Evidências apontam que a capacidade preditiva do sistema pode ser diferente em pacientes idosos, especialmente em relação a determinados desfechos, reforçando a importância do julgamento clínico e da reavaliação. Além disso, estratégias de avaliação abrangente, comunicação efetiva, trabalho em equipe e humanização são importantes para qualificar o atendimento. Conclui-se que o STM constitui importante instrumento de organização dos serviços de urgência e emergência, mas sua utilização em pessoas idosas deve estar associada à avaliação clínica qualificada, capacitação profissional e consideração das especificidades do envelhecimento.

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Biografia do Autor

Elizangela David Nonato

Autora. 

Suely de Freitas Pimenta

Autora. 

Robson Costa Pessoa

Orientador; Mestre em Organização Estratégica em Enfermagem, Pós em Urgência e emergência, Paramédico Internacional – Polônia, Enfermeiro Emergencista e Resgatista, Enfermeiro Prisional, Socorrista Militar, Socorrista, Médico de Combate -Ucrânia.

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Publicado

2026-09-03

Como Citar

Nonato, E. D., Pimenta, S. de F., & Pessoa, R. C. (2026). APLICAÇÃO DO PROTOCOLO DE MANCHESTER NA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DO IDOSO: DESAFIOS E EFICÁCIA NO SERVIÇO DE URGÊNCIA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–19. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30096