O FILME OPPENHEIMER COMO ARTEFATO CULTURAL NO ENSINO DE CIÊNCIAS: POSSIBILIDADES CTS E SOCIOCIENTÍFICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30092Palavras-chave:
Oppenheimer. Ensino de Ciências. Questões Sociocientíficas.Resumo
Este artigo analisa as potencialidades pedagógicas do filme Oppenheimer para o ensino de Ciências, considerando suas possibilidades de articulação entre conhecimentos científicos, relações entre ciência e tecnologia, processos políticos, dilemas éticos e consequências sociais. A pesquisa, de abordagem qualitativa, caráter exploratório e natureza documental e bibliográfica, tomou o filme dirigido por Christopher Nolan como corpus central, articulado a documentos históricos e produções acadêmicas sobre ciência nuclear, Projeto Manhattan, relações entre ciência e Estado e tecnologias nucleares. A análise foi organizada em quatro etapas: apreciação integral da obra e registro das situações relevantes; organização dos episódios em categorias analíticas; interpretação à luz da perspectiva Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS) e das Questões Sociocientíficas (QSC); e sistematização de possibilidades de utilização pedagógica. Os resultados evidenciam que o filme permite discutir a ciência como prática histórica, coletiva e socialmente situada, bem como problematizar as relações entre ciência, tecnologia, poder político, responsabilidade científica, guerra e movimentos sociopolíticos. Conclui-se que Oppenheimer pode constituir um artefato cultural relevante para abordagens CTS e QSC, desde que utilizado com mediação pedagógica e contextualização histórica, não como substituto de fontes científicas e históricas.
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