ENTRE DEMANDAS PEDAGÓGICAS, ADMINISTRATIVAS E DISCIPLINARES: REFLEXÕES SOBRE A ATUAÇÃO DA EQUIPE GESTORA ESCOLAR A PARTIR DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO E DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29689Palavras-chave:
Gestão escolar. Estágio supervisionado. Extensão universitária. Equipe gestora. Demandas escolares.Resumo
O presente artigo analisa a atuação da equipe gestora de uma escola pública estadual de Imperatriz, Maranhão, a partir da experiência do Estágio Supervisionado em Gestão Escolar e de um projeto de extensão universitária desenvolvidos no curso de Pedagogia da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL). O problema que orienta a investigação é: como a coordenação pedagógica concilia, no cotidiano escolar, demandas simultâneas de natureza pedagógica, administrativa e disciplinar, e o que essa multiplicidade de funções revela sobre as condições reais de efetivação da gestão democrática? Objetiva-se analisar, à luz da literatura sobre gestão escolar e extensão universitária, como essa sobreposição de funções incide sobre o trabalho da coordenação pedagógica e tensiona o ideal democrático-participativo, considerando também os elementos formativos propiciados pela extensão como espaço de vivência ampliada da realidade escolar. A pesquisa, de abordagem qualitativa, fundamentou-se na observação participante, em registros sistemáticos em diário de campo e na vivência direta em ações extensionistas junto à equipe gestora e à Secretaria de Educação. O referencial teórico ancora-se em Libâneo (2001), que articula as dimensões pedagógica, administrativa e relacional da gestão; em Paro (2016) e Dourado (2013), que discutem os fundamentos e os limites da gestão democrática; em Cury (2002), que problematiza as condições objetivas para sua efetivação; em Veiga (1995), acerca do projeto político-pedagógico; e em Pimenta e Lima (2004), sobre o estágio supervisionado como espaço formativo. Os resultados indicam que a rotina da coordenação é marcada pela sobreposição constante de tarefas, comprometendo o acompanhamento pedagógico planejado, e que a extensão universitária, ao propiciar uma imersão mais prolongada e participativa na realidade escolar, revela caminhos possíveis para o enfrentamento dessas tensões. Conclui-se que a articulação entre estágio e extensão revela, na prática, tensões estruturais que a literatura clássica nem sempre contempla com suficiente profundidade, ao mesmo tempo em que aponta a extensão como estratégia formativa capaz de qualificar a compreensão do futuro pedagogo sobre a complexidade da gestão escolar.
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