PERCEPÇÃO DE PAIS E PROFESSORES SOBRE A EXPRESSÃO DA EMOÇÃO DE CRIANÇAS MEDICADAS COM METILFENIDATO NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29652

Palavras-chave:

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade; Metilfenidato. Emoção expressa.

Resumo

O aumento dos diagnósticos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e do uso de metilfenidato suscita discussões sobre seus efeitos para além dos sintomas nucleares. Este estudo objetivou analisar a expressão emocional de crianças e adolescentes com TDAH antes e durante 30 dias de tratamento com metilfenidato, segundo a percepção de pais/responsáveis e professores. Os dados foram coletados por meio da Expression and Emotion Scale for Children with ADHD (EESC) e analisados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 25.0, utilizando o modelo de Equações de Estimação Generalizadas (GEE) para análise longitudinal. Os resultados evidenciaram redução significativa da labilidade emocional ao longo do tratamento, observada por ambos os grupos, indicando melhora na expressão e no controle das emoções. Os achados sugerem que o metilfenidato pode favorecer a autorregulação emocional. À luz da teoria histórico-cultural, essa melhora pode ampliar condições de participação em processos de interação, aprendizagem e mediação social, sem atribuir ao medicamento, isoladamente, a constituição das funções psicológicas superiores. A aplicação da EESC a diferentes informantes e o uso do GEE constituem aspectos inovadores. Conclui-se que benefícios emocionais podem ocorrer, mas o uso do metilfenidato deve ser criterioso e integrado a uma abordagem multimodal, não configurando defesa da medicalização da infância.

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Biografia do Autor

Erica Carneiro Ricarte, Universidade Estadual do Ceará

Universidade Estadual do Ceará (UECE), Minibiografia: Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde da Universidade Estadual do Ceará. Mestre em Educação em Saúde pela Universidade Regional do Cariri. Graduada em Farmácia pela Universidade Federal do Ceará. Orcid: 

Emanuela Machado Silva Saraiva, Universidade Estadual do Ceará

Universidade Estadual do Ceará (UECE), Minibiografia: Doutora em Cuidados Clínicos e Saúde pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Mestre em Ciências da Saúde na área de concentração Saúde Coletiva pelo Centro Universitário Saúde ABC. Graduada em Farmácia pela Universidade de Fortaleza. Professora substituta da Universidade Estadual do Ceará onde ministra as disciplinas de Embriologia e Histologia, Farmacologia Geral e Farmacologia Clínica aplicada à Enfermagem. 

Maria Helena Pinto Gonçalves, Universidade Estadual do Rio Grande do Norte

Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), Minibiografia: Mestranda no Programa de Pós-graduação em Ensino (PPGE) da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). Especialista em Ensino de Ciências e Matemática pela UFPE, com interesse em Ensino de Biologia e Formação de Professores. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). 

Luiz Gustavo Alves Lima, FMJ

Faculdade de Medicina Estácio (FMJ), Minibiografia: Acadêmico de enfermagem pela Faculdade de Medicina Estácio FMJ, campus de Juazeiro do Norte.

Luciana Martins Quixadá, Universidade Estadual do Ceará

Universidade Estadual do Ceará (UECE), Minibiografia: Pós-doutorado em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará, com período de doutorado-sanduíche na Université de Toulouse Jean Jaurès. Mestrado em Psicologia pela Universidade de Brasília e graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará. Professora adjunta do curso de Psicologia da Universidade Estadual do Ceará e docente do Programa de Pós-Graduação em Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde. 

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Publicado

2026-08-19

Como Citar

Ricarte, E. C., Saraiva, E. M. S., Gonçalves, M. H. P., Lima, L. G. A., & Quixadá, L. M. (2026). PERCEPÇÃO DE PAIS E PROFESSORES SOBRE A EXPRESSÃO DA EMOÇÃO DE CRIANÇAS MEDICADAS COM METILFENIDATO NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–19. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29652