BIBLIOTECAS ANTIRRACISTAS NO ÂMBITO DO PARFOR E DA EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: INFORMAÇÃO ÉTNICO-RACIAL, ACERVOS E MEDIAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29648Palavras-chave:
Bibliotecas antirracistas. Informação étnico-racial. Educação Escolar Quilombola. Parfor Equidade. Cinco leis de Ranganathan.Resumo
Este artigo analisa as possibilidades de atuação das bibliotecas em uma perspectiva antirracista, articulando as cinco leis de Ranganathan às demandas de informação étnico-racial, formação docente e Educação Escolar Quilombola no âmbito do Parfor Equidade. Parte-se do pressuposto de que as bibliotecas não são espaços neutros de organização e circulação do conhecimento, pois suas políticas de seleção, organização, representação, mediação e disseminação podem reproduzir invisibilizações ou favorecer o reconhecimento de sujeitos, saberes e epistemologias marginalizados. Trata-se de pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, orientada pela hermenêutica crítica. O corpus reúne produções acadêmicas sobre Biblioteconomia, as cinco leis de Ranganathan, informação étnico-racial, antirracismo e Educação Escolar Quilombola, além de documentos normativos e institucionais relacionados à formação docente e ao Parfor Equidade. A análise foi organizada em três categorias: racismo e atuação bibliotecária; informação étnico-racial, mediação e acesso; e diversificação dos acervos e valorização de sujeitos e saberes. Os resultados indicam que as cinco leis podem ser ressignificadas como referenciais para práticas de acesso, representação, mediação, disseminação e diversificação dos acervos. Conclui-se que bibliotecas antirracistas devem promover a visibilidade de produções negras, quilombolas e indígenas e reconhecer comunidades como produtoras de conhecimento.
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