TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS E FORMAÇÃO ÉTICA: CAMINHOS PARA UM USO CRÍTICO E RESPONSÁVEL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28939Palavras-chave:
Formação Ética. Tecnologias Educacionais. Letramento Digital Crítico.Resumo
Este artigo teve por objetivo investigar como a formação ética pode orientar um uso crítico e responsável das tecnologias educacionais no contexto brasileiro contemporâneo. Parte-se do entendimento de que a presença massiva das tecnologias digitais na educação, longe de ser neutra, carrega implicações éticas relativas à privacidade, à equidade, à autonomia e à formação do pensamento crítico, o que torna insuficiente uma abordagem meramente instrumental ou técnica. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica de natureza qualitativa e exploratória, com levantamento de documentos oficiais, normativos e estudos empíricos de livre acesso publicados entre 2021 e 2026, articulados ao pensamento pedagógico crítico, sobretudo de matriz freireana. Os resultados evidenciam um descompasso preocupante entre a adoção acelerada das tecnologias e a maturidade ética que deveria acompanhá-la: dados nacionais indicam que a maioria dos estudantes utiliza ferramentas digitais sem orientação formal, ao passo que organismos internacionais apontam que menos de um décimo das instituições de ensino possui políticas próprias de uso. Conclui-se que a formação ética, entendida como processo contínuo e dialógico, dirigido tanto a docentes quanto a discentes, constitui a condição central para que a tecnologia se converta em instrumento de emancipação, e não de dependência, vigilância ou exclusão.
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