EDUCAÇÃO GLOBAL: QUALIDADES E APORIAS DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28827Palavras-chave:
Educação Global. Tecnologias digitais. Inteligência artificial.Resumo
A integração de tecnologias digitais e de inteligência artificial à educação, sob o marco da Educação Global e da Agenda 2030, tornou-se eixo estruturante das políticas educacionais do século XXI, mas sua efetivação em contextos brasileiros desiguais revela tensões persistentes entre padrões globais de qualidade e realidades locais de exclusão. Diante disso, este artigo investiga em que medida tal integração contribui para a equidade ou reproduz desigualdades, e que papel a mediação docente crítica e a governança pedagógica desempenham para inclinar essa tensão à justiça social. O objetivo geral é analisar essa relação a partir de experiências documentadas em distintos níveis de ensino. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza analítico-interpretativa, fundamenta-se em pesquisa bibliográfica e documental (CELLARD A, 2012) e em análise de conteúdo categorial-temática (BARDIN L, 2011). O referencial articula Educação Global e cidadania global (UNESCO; Reimers; Morin), mediação sociointeracionista (Vygotsky), crítica da desigualdade e epistemologias do Sul (Freire; Santos; Bourdieu) e governança educacional (Libâneo; Fullan). Partimos do pressuposto de que a tecnologia, isoladamente, não determina inclusão ou exclusão. É a mediação docente crítica, associada à governança pedagógica comprometida com a equidade, que decide entre reproduzir a lógica da exclusão e promover a justiça social.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY