PATOLOGIZAÇÃO DE COMPORTAMENTOS INFANTIS E ABANDONO AFETIVO NA CONTEMPORANEIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28800Palavras-chave:
Patologização. Medicalização. Sofrimento infantil.Resumo
Este estudo tem por objetivo analisar se a patologização de comportamentos infantis pode atuar como dispositivos de silenciamento do sofrimento psíquico e se se constitui como uma nova modalidade de abandono afetivo. Trata-se de uma investigação qualitativa com pesquisa bibliográfica sobre a passagem de criança‑objeto a criança‑sujeito, patologização e sofrimento psíquico na infância e uma revisão integrativa de literatura sobre patologização e medicalização na infância, com buscas realizadas em estudos desenvolvidos no período de 2020 a 2026, a partir das palavras‑chave “patologização na infância”, “medicalização na infância”, “abandono afetivo” e “abandono simbólico”. A análise contemplou identificação, aspectos metodológicos, participantes, tipo de pesquisa, resultados, qualidade e questões temáticas, permitindo uma análise descritiva e temática articulada ao problema, aos objetivos e ao foco central do trabalho. A revisão de literatura permitiu identificar que a patologização e a medicalização dos comportamentos infantis alteram os laços familiares, escolares e institucionais ao converter o mal‑estar em rótulos, diagnósticos e déficits individuais, produzindo formas de abandono afetivo e simbólico. Por fim, diagnóstico e medicação aparecem como respostas rápidas que substituem o tempo de escuta e a implicação dos adultos na relação com as crianças, apagando sua narrativa e enfraquecendo a possibilidade de elaboração psíquica do sofrimento.
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