O DESAFIO DO COMERCIANTE NA HIGIENIZAÇÃO ALIMENTAR EM FEIRAS LIVRES BRASILEIRAS: UMA ANÁLISE DOS FATORES CRÍTICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28751Palavras-chave:
Feiras livres. Higienização alimentar. Segurança alimentar. Saúde pública. Boas práticas de manipulação.Resumo
O presente estudo aborda os desafios enfrentados pelos comerciantes na higienização alimentar em feiras livres brasileiras, considerando a importância desses espaços para o abastecimento alimentar, a economia local e a preservação cultural. Nesse contexto, o problema da pesquisa consiste em compreender: quais são os principais fatores críticos enfrentados pelos comerciantes na higienização alimentar em feiras livres brasileiras e de que maneira essas dificuldades comprometem a segurança alimentar e a saúde pública? O objetivo geral foi analisar os desafios relacionados às condições higiênico-sanitárias nas feiras livres, identificando fatores estruturais, sociais e sanitários que interferem diretamente na comercialização dos alimentos. Como objetivos específicos, buscou-se discutir a relevância das boas práticas de manipulação, compreender os impactos da precariedade estrutural desses ambientes e apresentar estratégias educativas voltadas à melhoria das condições sanitárias. A metodologia utilizada caracteriza-se como uma revisão de literatura de natureza qualitativa, exploratória e descritiva, desenvolvida por meio da análise de artigos científicos, legislações sanitárias, dissertações e documentos institucionais relacionados ao tema. Os resultados evidenciaram que muitas feiras livres brasileiras apresentam deficiência no acesso à água potável, inadequada higienização de utensílios, exposição incorreta dos alimentos e ausência de capacitação dos comerciantes quanto às boas práticas de manipulação. Além disso, verificou-se que a insuficiência da fiscalização sanitária e a precariedade estrutural favorecem a contaminação alimentar e aumentam os riscos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs). Conclui-se que ações educativas, fiscalização contínua e investimentos em infraestrutura são fundamentais para garantir maior segurança alimentar e proteção à saúde pública.
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