PLANEJAMENTO HIDROSSANITÁRIO INTELIGENTE EM EDIFICAÇÕES URBANAS: GESTÃO DE PESSOAS E COMPETÊNCIAS NA PROMOÇÃO DE INSTALAÇÕES PREPARADAS PARA CONEXÃO À REDE PÚBLICA DE ESGOTO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28709Palavras-chave:
Saneamento básico. Planejamento hidrossanitário. Gestão de pessoas. Competências.Resumo
O artigo analisa o planejamento hidrossanitário inteligente em edificações urbanas, com foco na concepção e execução de instalações prediais que prevejam a futura conexão à rede pública de esgoto, articulando esse campo técnico com a gestão de pessoas e o desenvolvimento de competências na construção civil. Parte-se do reconhecimento de que o saneamento básico é condição essencial para a saúde pública, a qualidade de vida e a sustentabilidade das cidades, mas que grande parte das edificações brasileiras ainda é construída com sistemas individuais de esgotamento sanitário, sem previsão de integração posterior à rede coletora, o que acarreta custos elevados de adaptação, riscos ambientais e atraso no cumprimento das metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico. Diversos estudos mostram que a universalização do saneamento depende tanto da expansão das redes quanto da efetiva conexão dos imóveis, o que exige alinhamento entre projetos de edificações e planejamento urbano (FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE, 2019; IBGE, 2017; INSTITUTO TRATA BRASIL, 2024). Em perspectiva mais ampla, autores que discutem desenvolvimento sustentável e tecnologia ressaltam que o uso de infraestruturas como redes de esgoto expressa o “paradoxo do progresso”: a mesma tecnologia que pode reduzir impactos ambientais pode também agravá-los, se não for adequada e socialmente orientada (SACHS, 2009; BARBIERI, 2020; SARAIVA; SANTOS NETO; SANTOS JUNIOR, 2023). Metodologicamente, o estudo é aplicado, qualitativo, descritivo e exploratório, estruturado como estudo de caso acadêmico, fundamentado em revisão bibliográfica, análise do relatório “Planejamento hidrossanitário inteligente: projeto e execução de instalações prevendo conexão à rede pública de esgoto”, normas técnicas, legislação e relatos de interação com empresas da construção civil. Os resultados indicam que a produção de materiais educativos digitais e o diálogo com empresas contribuem para a sensibilização de estudantes e profissionais quanto à importância de prever, em projetos, a futura ligação à rede pública, ao mesmo tempo em que evidenciam limitações de tempo, recursos e institucionalização. Conclui-se que o planejamento hidrossanitário inteligente, articulado à gestão de pessoas e ao desenvolvimento de competências, constitui prática estratégica para a sustentabilidade urbana e para a formação de profissionais comprometidos com o direito ao saneamento e com a redução de impactos socioambientais.
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