A EMERGÊNCIA DA EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: UMA ANÁLISE HISTÓRICA E EPISTEMOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28665Palavras-chave:
Crise socioambiental. Racionalidade socioambiental. Sustentabilidade.Resumo
O artigo analisa as condições históricas e epistemológicas que tornaram possível a emergência da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) no campo educacional, especialmente entre as décadas de 1960 e 1990. De natureza básica, abordagem qualitativa e orientação histórico-epistemológica, a investigação articula pesquisa bibliográfica e análise documental de marcos internacionais relacionados à problemática ambiental, à Educação Ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Foram examinados documentos como a Conferência da Biosfera, Estocolmo, Belgrado, Tbilisi, Relatório Brundtland, Rio-92, Agenda 21 e Thessaloniki. A análise evidencia que a EDS não surgiu como categoria isolada, nem como simples atualização terminológica da Educação Ambiental, mas como formulação educativa produzida no cruzamento entre crítica ao paradigma desenvolvimentista, internacionalização da questão ambiental, consolidação da Educação Ambiental e incorporação da sustentabilidade como linguagem político-institucional. Conclui-se que a EDS constitui uma inflexão histórica e epistemológica no campo educacional, marcada por continuidades, deslocamentos e ambiguidades, cuja potência formativa depende da racionalidade que orienta sua apropriação: crítica, socioambiental e democrática ou tecnocrática, adaptativa e gerencial.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY