VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E A URGÊNCIA DA HUMANIZAÇÃO DO PARTO

Autores

  • Jessica Pereira de Souza UNIG
  • Judite de Almeida Assis Mousa UNIG
  • Rosa de Araújo Lima UNIG
  • Enimar de Paula UNIG
  • Wanderson Alves Ribeiro UNIG

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v3i01.28332

Palavras-chave:

Assistência ao Parto. Humanização do Parto. Violência Obstétrica.

Resumo

A violência obstétrica configura-se como um importante problema de saúde pública, caracterizado por práticas abusivas, intervenções desnecessárias e desrespeito à autonomia da mulher no contexto da assistência ao parto. Este estudo teve como objetivo analisar a violência obstétrica, identificando seus fatores determinantes, principais práticas abusivas, momentos de vulnerabilidade e estratégias de enfrentamento, com ênfase na humanização do cuidado e na atuação da enfermagem. Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, desenvolvida a partir da análise de produções científicas publicadas entre 2020 e 2025, nas bases de dados LILACS, MEDLINE, BDENF e Google Acadêmico. Os resultados evidenciaram que a violência obstétrica está relacionada a determinantes estruturais, culturais e institucionais, sustentados por um modelo assistencial tecnocrático e intervencionista, manifestando-se por meio de intervenções sem indicação clínica, violência verbal e psicológica, negligência e ausência de consentimento informado, especialmente durante o trabalho de parto. A discussão apontou que a humanização da assistência e a atuação da enfermagem são estratégias fundamentais para o enfrentamento dessa problemática, promovendo o cuidado centrado na mulher, o respeito aos seus direitos e a adoção de práticas baseadas em evidências. Conclui-se que a transformação do modelo assistencial requer mudanças éticas, culturais e institucionais, além do fortalecimento das políticas públicas e da qualificação profissional, visando garantir uma assistência mais segura, humanizada e livre de violência.

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Biografia do Autor

Jessica Pereira de Souza, UNIG

Enfermeira. Pós-graduanda em Enfermagem em Obstetrícia pela Universidade Iguaçu.

Judite de Almeida Assis Mousa, UNIG

Enfermeira. Pós-graduanda em Enfermagem em Obstetrícia pela Universidade Iguaçu.

Rosa de Araújo Lima, UNIG

Enfermeira. Pós-graduanda em Enfermagem em Obstetrícia pela Universidade Iguaçu. 

Enimar de Paula, UNIG

Enfermeiro. Mestre em Saúde Materno-Infantil Faculdade de Medicina - Universidade Federal Fluminense – UFF. Docente do curso de Graduação em Enfermagem da UNIG. Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Enfermagem em Obstetrícia da Universidade Iguaçu.

Wanderson Alves Ribeiro, UNIG

Enfermeiro. Mestre, Doutor e Pós-doutorado pelo Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde pela Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da UFF; Docente do Curso de Graduação em Enfermagem e Pós-graduação em Enfermagem em Obstetrícia. 

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Publicado

2026-07-21

Como Citar

Souza, J. P. de, Mousa, J. de A. A., Lima, R. de A., Paula, E. de, & Ribeiro, W. A. (2026). VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E A URGÊNCIA DA HUMANIZAÇÃO DO PARTO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 3(01), 1–25. https://doi.org/10.51891/rease.v3i01.28332