A COR DA SAÚDE NO BRASIL: RACISMO INSTITUCIONAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E A FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28203Palavras-chave:
Formação em Enfermagem. Racismo Institucional. Saúde da Mulher Negra.Resumo
O racismo institucional opera de forma sistêmica no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de normas e dinâmicas organizacionais que desfavorecem grupos étnico-raciais, influenciando condutas profissionais e decisões clínicas. Este estudo tem como objetivos realizar uma análise crítica dessas manifestações e discutir estratégias pedagógicas na graduação em enfermagem para enfrentar o preconceito na saúde pública. A metodologia consiste em um artigo de reflexão qualitativo e descritivo baseado em análise de conteúdo. Devido à escassez de produções robustas nos últimos 5 anos cruzando o racismo ao ensino de enfermagem, estendeu-se a busca bibliográfica para os últimos 20 anos, resgatando a evolução de marcos teóricos e normativos. Os resultados apontam desfechos letais na assistência. Dados epidemiológicos traduzem disparidades gritantes na morbidade hospitalar entre brancos e negros. A desigualdade se agrava na atenção obstétrica, expondo mulheres pretas à violência obstétrica, negligência e subvalorização da dor. Evidencia-se também estigma no manejo da anemia falciforme. Esse panorama é perpetuado por uma formação ancorada em paradigmas eurocêntricos que adota o “corpo branco” como padrão universal, gerando egressos inaptos para reconhecer sinais clínicos em peles negras. Conclui-se que a enfermagem, como maior força de trabalho e linha de frente da rede, é agente fundamental no combate a esse cenário.
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