A COR DA SAÚDE NO BRASIL: RACISMO INSTITUCIONAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E A FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO

Autores

  • Ana Beatriz Cardoso Ribeiro UNIG
  • Lorena da Silva Cordeiro Magalhães UNIG
  • Fernanda Cardoso Corrêa Póvoa UERJ
  • Keila do Carmo Neves UFRJ
  • Márcia Ribeiro Braz UNIG
  • Paulo Nacif Lube UNIG

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28203

Palavras-chave:

Formação em Enfermagem. Racismo Institucional. Saúde da Mulher Negra.

Resumo

O racismo institucional opera de forma sistêmica no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de normas e dinâmicas organizacionais que desfavorecem grupos étnico-raciais, influenciando condutas profissionais e decisões clínicas. Este estudo tem como objetivos realizar uma análise crítica dessas manifestações e discutir estratégias pedagógicas na graduação em enfermagem para enfrentar o preconceito na saúde pública. A metodologia consiste em um artigo de reflexão qualitativo e descritivo baseado em análise de conteúdo. Devido à escassez de produções robustas nos últimos 5 anos cruzando o racismo ao ensino de enfermagem, estendeu-se a busca bibliográfica para os últimos 20 anos, resgatando a evolução de marcos teóricos e normativos. Os resultados apontam desfechos letais na assistência. Dados epidemiológicos traduzem disparidades gritantes na morbidade hospitalar entre brancos e negros. A desigualdade se agrava na atenção obstétrica, expondo mulheres pretas à violência obstétrica, negligência e subvalorização da dor. Evidencia-se também estigma no manejo da anemia falciforme. Esse panorama é perpetuado por uma formação ancorada em paradigmas eurocêntricos que adota o “corpo branco” como padrão universal, gerando egressos inaptos para reconhecer sinais clínicos em peles negras. Conclui-se que a enfermagem, como maior força de trabalho e linha de frente da rede, é agente fundamental no combate a esse cenário.

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Biografia do Autor

Ana Beatriz Cardoso Ribeiro, UNIG

Discente do Curso de Enfermagem na Universidade Iguaçu (UNIG).

Lorena da Silva Cordeiro Magalhães, UNIG

Discente do Curso de Enfermagem na Universidade Iguaçu (UNIG).

Fernanda Cardoso Corrêa Póvoa, UERJ

Enfermeira Especialista em Saúde da Família pela UERJ / Urgência e Emergência pela UNINTER / Enfermagem Obstétrica pela FABA / Enfermagem do Trabalho pela UNINTER / MBA Executivo em Gestão em Saúde pela UCAM / Mestre em Ciências Médicas pela UFF.

Keila do Carmo Neves, UFRJ

Docente do Curso de Graduação e Pós-graduação em Enfermagem na Universidade Iguaçu (UNIG). Mestre e Doutora em Enfermagem pela UFRJ/EEAN. Pós-Graduada em Nefrologia e UTI Neonatal e Pediátrica. Membro dos grupos de Pesquisa NUCLEART e CEHCAC da EEAN/UFRJ.

Márcia Ribeiro Braz, UNIG

Enfermeira graduada pela Universidade Grande Rio (UNIGRANRIO), especialização em Enfermagem Intensivista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Doutorado em Enfermagem pela UFRJ/EEAN. Coordenadora do curso de Enfermagem da Universidade Iguaçu (UNIG). Coordenadora na cidade do Rio de Janeiro do programa da Rede Universitária de Telemedicina RUTE/SIG Enfermagem Intensiva e de Alta Complexidade.

Paulo Nacif Lube, UNIG

Professor Assistente da Universidade Iguaçu (UNIG) dos cursos de Enfermagem e Engenharia. Mestre em Desenvolvimento Local pelo Centro Universitário Augusto Motta – UNISUAM. E-mail: paulo.lube@campus1.unig.br.

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Publicado

2026-07-14

Como Citar

Ribeiro, A. B. C., Magalhães, L. da S. C., Póvoa, F. C. C., Neves, K. do C., Braz, M. R., & Lube, P. N. (2026). A COR DA SAÚDE NO BRASIL: RACISMO INSTITUCIONAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E A FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28203