SEMAGLUTIDA E O RISCO DE PANCREATITE AGUDA: ANÁLISE DAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE SEGURANÇA E USO CLÍNICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28023Palavras-chave:
Semaglutida. Pancreatite aguda. Farmacovigilância. Segurança do Paciente.Resumo
A semaglutida é um agonista do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1), utilizada no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e da obesidade. Seu mecanismo de ação promove o aumento da secreção de insulina dependente da glicose, redução da liberação de glucagon, retardo do esvaziamento gástrico e indução da saciedade central. Apesar de sua elevada eficácia terapêutica, debates acerca de sua segurança pancreática, especificamente sobre o risco de desenvolvimento de pancreatite aguda, têm desafiado a comunidade científica. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências científicas atuais sobre a segurança clínica da semaglutida correlacionada à ocorrência de pancreatite aguda, destacando os fatores de risco e o papel da farmacovigilância. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, SciELO e BVS, cobrindo o período de 2019 a 2026, culminando na seleção e análise de 38 artigos científicos. Os dados demonstram que a incidência de pancreatite aguda em usuários de semaglutida é classificada como rara. Contudo, a probabilidade de ocorrência eleva-se substancialmente em pacientes com fatores predisponentes basais, tais como histórico prévio de doença pancreática, colelitíase, etilismo, hipertrigliceridemia acentuada e obesidade grave. Conclui-se que a semaglutida exibe um perfil de segurança favorável, condicionada à triagem prévia criteriosa, monitoramento clínico individualizado e consolidação da farmacovigilância ativa para mitigar desfechos adversos graves.
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