CARDIOVERSÃO ELÉTRICA E DESFIBRILAÇÃO NO MANEJO DAS ARRITMIAS CARDÍACAS: FUNDAMENTOS FISIOLÓGICOS, ASPECTOS TÉCNICOS, DESEMPENHO CLÍNICO E COMPLICAÇÕES

Autores

  • Flávio Lima Santos FMJ
  • Elson Francisco da Silva Júnior UniRV
  • Laura Júlia Patzer FCM https://orcid.org/0000-0001-6614-2982
  • Heitor Lenin Lisboa dos Santos UERN
  • Beatriz de Amorim Salazar FUNDEC
  • Mateus Ribeiro de Almeida ZARNS
  • Amanda de Mello UNISL

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27921

Palavras-chave:

Cardioversão elétrica. Desfibrilação. Arritmias cardíacas. Fibrilação atrial. Taquicardia ventricular.

Resumo

As arritmias cardíacas configuram um espectro clínico amplo, variando de distúrbios benignos a condições potencialmente fatais, nas quais a cardioversão elétrica e a desfibrilação se consolidaram como intervenções centrais no manejo eletivo e emergencial. Este artigo tem como objetivo sintetizar os fundamentos fisiológicos, os aspectos técnicos, o desempenho clínico e as principais complicações associadas a esses procedimentos, com base em uma revisão narrativa integrativa da literatura. A reversão elétrica fundamenta-se na despolarização simultânea do miocárdio para interromper circuitos de reentrada e restaurar o ritmo sinusal, diferenciando-se pela sincronização da descarga e pela indicação clínica. A cardioversão sincronizada é empregada sobretudo em arritmias supraventriculares e taquicardia ventricular monomórfica, enquanto a desfibrilação não sincronizada é reservada para fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso, sendo a sincronização com a onda R um elemento crítico de segurança. O sucesso da reversão depende de fatores como tipo e duração da arritmia, presença de cardiopatia estrutural e parâmetros técnicos, incluindo forma de onda, carga energética inicial e posicionamento dos eletrodos, com taxas globais de sucesso entre 70% e 90%. Em fibrilação atrial, a reversão elétrica não se mostra superior ao controle de frequência em desfechos clínicos maiores, exigindo individualização da conduta e anticoagulação adequada, ao passo que, nas arritmias ventriculares malignas, o tempo até a primeira descarga é o principal determinante prognóstico. As complicações incluem alterações eletrocardiográficas transitórias, arritmias benignas, embolização sistêmica e disfunção miocárdica transitória, reforçando a necessidade de preparo rigoroso e monitorização contínua. Conclui-se que a cardioversão elétrica e a desfibrilação são intervenções essenciais e seguras quando bem indicadas, com desempenho condicionado por variáveis clínicas e técnicas, persistindo lacunas quanto à padronização ideal dos parâmetros e aos desfechos de longo prazo.

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Biografia do Autor

Flávio Lima Santos, FMJ

Graduado em Medicina,Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte (FMJ).

Elson Francisco da Silva Júnior, UniRV

Graduado em Medicina, Universidade de Rio Verde (UniRV).

Laura Júlia Patzer, FCM

Graduanda em Medicina, Afya - Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba (FCM-PB).

Heitor Lenin Lisboa dos Santos, UERN

Graduado em Medicina, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Beatriz de Amorim Salazar, FUNDEC

Graduada em Medicina, FUNDEC - Unifadra Dracena.

Mateus Ribeiro de Almeida, ZARNS

Graduado em Medicina, Centro Universitário ZARNS.

Amanda de Mello, UNISL

Graduanda em Medicina, Centro Universitário São Lucas – Afya (UNISL).

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Santos, F. L., Silva Júnior, E. F. da, Patzer, L. J., Santos, H. L. L. dos, Salazar, B. de A., Almeida, M. R. de, & Mello, A. de. (2026). CARDIOVERSÃO ELÉTRICA E DESFIBRILAÇÃO NO MANEJO DAS ARRITMIAS CARDÍACAS: FUNDAMENTOS FISIOLÓGICOS, ASPECTOS TÉCNICOS, DESEMPENHO CLÍNICO E COMPLICAÇÕES. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(6), 1–18. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27921