IMPACTO AGREGADO DA AUTOMEDICAÇÃO NA SAÚDE DAS POPULAÇÕES URBANAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27302Palavras-chave:
Automedicação. Impacto agregado. Saúde pública.Resumo
Esse artigo buscou analisar o impacto agregado da automedicação na saúde das populações urbanas, adotando-se como referencial metodológico uma revisão integrativa da literatura, a qual foi realizada em bases de dados como Scielo, PubMed e BVS, com um recorte temporal de 2021 a 2026. Os principais resultados demonstraram uma prevalência de automedicação entre 35% e 72% nas populações urbanas, com destaque para o uso indiscriminado de analgésicos e anti-inflamatórios, que elevam os riscos de iatrogenia e mascaramento de patologias graves. Evidenciou-se que o uso irracional de antibióticos acelera a resistência antimicrobiana, gerando um problema de biossegurança coletiva. Além disso, identificou-se que idosos são os mais vulneráveis a interações medicamentosas severas. Conclui-se que a automedicação onera significativamente o sistema público através de internações evitáveis e perda de eficácia terapêutica. A mitigação desse cenário exige o fortalecimento da atenção primária, a fiscalização rigorosa do comércio farmacêutico e a promoção da literacia em saúde, visando reorientar o comportamento das massas urbanas para o uso racional de tecnologias em saúde e a valorização do diagnóstico profissional frente ao autodiagnóstico digital.
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