USO DE SUBSTÂNCIAS ESTIMULANTES ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA: PREVALÊNCIA, MOTIVAÇÕES E IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.27227Palavras-chave:
Estudantes de Medicina. Estimulantes. Saúde Mental. Psicofarmacologia.Resumo
O uso de substâncias estimulantes entre estudantes de Medicina tem se tornado cada vez mais frequente no contexto acadêmico, principalmente em decorrência da elevada carga horária, privação de sono e pressão por desempenho. Nesse cenário, o presente estudo teve como objetivo analisar os padrões de consumo de estimulantes entre acadêmicos de Medicina, bem como suas possíveis repercussões na saúde mental e na rotina acadêmica. Trata-se de uma pesquisa observacional, transversal, de abordagem quali-quantitativa, fundamentada em revisão narrativa da literatura e complementada por coleta de dados primários mediante aplicação de questionário eletrônico autoaplicável a estudantes de Medicina da Afya Palmas – Faculdade de Ciências Médicas. Participaram da pesquisa 279 estudantes. Os resultados evidenciaram elevada prevalência do uso de substâncias estimulantes, destacando-se a cafeína (80,6%) e as bebidas energéticas (62,7%), além do uso significativo de metilfenidato (26,5%) e lisdexanfetamina (25,1%). As principais motivações estiveram relacionadas à melhora da concentração, compensação da privação de sono e redução da fadiga. Também foram observadas alterações relacionadas ao sono, sintomas ansiosos e percepção de dependência. Conclui-se que o consumo de estimulantes encontra-se amplamente disseminado entre estudantes de Medicina, refletindo a necessidade de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental e conscientização sobre os riscos do uso indiscriminado dessas substâncias.
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