O RAP COMO DISPOSITIVO DE FORTALECIMENTO IDENTITÁRIO NA JUVENTUDE PERIFÉRICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.27131Palavras-chave:
Rap. Emicida. OQuadro.Resumo
O ensaio aborda a construção da identidade juvenil em vulnerabilidade social, destacando o Rap como ferramenta de resistência e pertencimento. A investigação parte do problema sobre como as narrativas do Rap constroem esses processos diante dos estigmas associados às periferias. O objetivo busca analisar como canções de Emicida e da banda ilheense OQuadro constroem pertencimento e resistência. Justifica-se o trabalho pela necessidade de compreender produções culturais como subsídios simbólicos para a ressignificação de trajetórias juvenis marcadas pelo sofrimento ético-político. A fundamentação teórica articula a teoria da identidade-metamorfose de Ciampa (2005), o conceito de sofrimento ético-político de Sawaia (2001), a mediação simbólica de Vygotsky (2007) e as crises de identidade em Erikson (1976) e Hall (2003; 2006). Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa e documental, utilizando a Análise de Conteúdo Temática de Bardin (2016) para examinar das letras "Levanta e Anda" e "AmarElo" (Emicida), e "Evolui" e "Asas" (OQuadro). A discussão destaca o Rap como dispositivo de subjetivação ativa e mediação entre o eu e o coletivo, permitindo ao jovem transitar de uma identidade prescrita para uma identidade anunciada e autoral. Conclui-se que a rima fortalece a agência e a autoestima, transformando território e ancestralidade em suportes de resiliência e emancipação política.
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