MANEJO DA NEUROPATIA PÓS-IMPLANTE DENTÁRIO: ABORDAGENS TERAPÊUTICAS ATUAIS E PERSPECTIVAS REGENERATIVAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.27120Palavras-chave:
Implantodontia. Nervo alveolar inferior. Neuropatia trigeminal. Regeneração neural. Plasma rico em plaquetas.Resumo
A neuropatia pós-implante dentário representa uma complicação neurossensorial relevante da Implantodontia contemporânea, especialmente em procedimentos realizados na região posterior da mandíbula devido à proximidade anatômica com o nervo alveolar inferior. O presente estudo teve como objetivo analisar as principais abordagens terapêuticas atuais utilizadas no manejo da neuropatia pós-implante dentário, bem como discutir as perspectivas regenerativas voltadas à recuperação neural periférica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, descritiva e analítica, fundamentada no modelo metodológico de Whittemore e Knafl. A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, ScienceDirect, Scopus e Web of Science, utilizando descritores relacionados às lesões do nervo alveolar inferior, neuropatia trigeminal pós-traumática, regeneração nervosa periférica e terapias regenerativas associadas à Implantodontia. Foram incluídos artigos científicos publicados entre 2015 e 2025, além de estudos clássicos considerados relevantes para compreensão do tema. Ao final da triagem, 16 estudos compuseram a amostra final da revisão. Os achados demonstraram que as neuropatias pós-implante apresentam etiologia multifatorial, envolvendo trauma mecânico, compressão neural, lesão térmica, hemorragia intraneural e processos inflamatórios locais. Observou-se que o diagnóstico precoce associado ao adequado planejamento tridimensional exerce papel fundamental na prevenção e prognóstico dessas complicações. O manejo conservador baseado em corticosteroides, anticonvulsivantes e acompanhamento neurossensorial permanece como primeira linha terapêutica, enquanto abordagens microcirúrgicas são indicadas nos casos refratários ou associados a lesões severas. Além disso, terapias regenerativas envolvendo PRP, PRF e CGF vêm demonstrando potencial promissor na estimulação da regeneração neural periférica. Conclui-se que o manejo da neuropatia pós-implante dentário deve ser individualizado, multidisciplinar e baseado na gravidade da lesão neural.
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