A EFETIVIDADE DO DIREITO À EDUCAÇÃO NO BRASIL: DO PRECEITO CONSTITUCIONAL À APLICABILIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26637Palavras-chave:
Direito à educação. Constituição. Gestão Educacional.Resumo
O trabalho tem como objetivo analisar criticamente a efetividade do direito à educação no Brasil à luz da Constituição Federal de 1988, investigando os principais fatores que dificultam sua concretização no plano prático. Para tanto, utiliza-se metodologia de abordagem qualitativa, baseada em pesquisa bibliográfica e documental, com análise de legislações, artigos científicos, dados estatísticos e materiais disponíveis em meios digitais. O estudo demonstra que, embora a Constituição reconheça a educação como direito fundamental e dever do Estado, a realidade nacional revela um distanciamento entre o texto constitucional e sua aplicação prática. Evidencia-se que a efetividade desse direito resulta de um longo processo histórico, que evoluiu desde 1824 até sua consagração em 1988 como direito público subjetivo. Apesar dos avanços, persistem desigualdades sociais, estruturais e regionais que comprometem o acesso e a qualidade do ensino. Nesse contexto, examina-se o papel do Estado e da cooperação federativa, demonstrando que a falta de planejamento e a má distribuição de recursos dificultam a concretização do direito. O financiamento público, representado pelo FUNDEB, é essencial, porém ainda insuficiente. Conclui-se que garantir a efetividade da educação requer comprometimento político, financiamento adequado e políticas públicas integradas que assegurem acesso, permanência e qualidade. Somente com gestão eficiente e valorização dos professores será possível consolidar a educação como verdadeiro instrumento de justiça social e cidadania.
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