ENVELHECER BEM EM TEMPOS DE CRISE? DESIGUALDADE, GÊNERO E ACESSO ÀS PRÁTICAS ESPORTIVAS: UMA ANÁLISE ENTRE O SERVIÇO SOCIAL E A EDUCAÇÃO FÍSICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26458Palavras-chave:
Envelhecimento. Práticas esportivas. Fisioterapia. Farmácia. Serviço social e educação física.Resumo
A longevidade, no discurso contemporâneo, é frequentemente associada à adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada, sono reparador e uma série de protocolos pró-saúde. No entanto, essa perspectiva tende a individualizar um processo que é profundamente determinado por condições sociais, econômicas e políticas. Ao desconsiderar a realidade de mulheres em situação de pobreza e violências, torna-se necessário problematizar em que medida tais recomendações são, de fato, acessíveis para o envelhecimento saudável. A insuficiência de políticas públicas, de transferência de renda, de segurança alimentar e de garantia de direitos sociais básicos impõe limites concretos à possibilidade de envelhecimento com qualidade. Nesse contexto, práticas como o esporte e o lazer, muitas vezes tratadas como escolhas individuais, revelam-se como privilégios socialmente distribuídos de forma desigual. Assim, pensar a longevidade exige deslocar o foco da responsabilização individual para a análise das desigualdades estruturais que condicionam o acesso às condições necessárias para uma vida longa e saudável.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY