O USO PRECOCE DE NORADRENALINA NO CHOQUE SÉPTICO: IMPACTO NA RESSUSCITAÇÃO HEMODINÂMICA E DESFECHOS CLÍNICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26409Palavras-chave:
Choque séptico. Noradrenalina. Administração precoce.Resumo
Este trabalho teve como objetivo analisar, à luz da literatura recente, os efeitos do uso precoce de noradrenalina no choque séptico sobre a ressuscitação hemodinâmica e os desfechos clínicos. Trata-se de uma busca nas bases PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde e SciELO entre 2016 e 2026. A análise foi temática e contemplou ensaios clínicos, estudos observacionais, análises com escore de propensão, revisões sistemáticas, meta-análises e protocolos de ensaios, 27 estudos foram incluídos na síntese final. Os resultados sugerem que a noradrenalina iniciada precocemente está associada a melhor controle do choque nas primeiras horas, menor volume de fluidos administrado, maior rapidez para atingir a meta de pressão arterial média e, em algumas sínteses, redução de mortalidade. Estudos mecanísticos indicam que o fármaco pode também favorecer a função sistólica e a eficiência da ressuscitação, enquanto estudos de implementação mostram viabilidade do uso periférico ou em acesso de médio calibre em cenários selecionados. Ainda assim, a evidência permanece heterogênea, com variação nas definições de início precoce e forte influência das cointervenções. Como conculsão, o uso precoce de noradrenalina se mostra fisiologicamente plausível e clinicamente promissor, sobretudo quando integrado a uma avaliação dinâmica da perfusão e da responsividade a fluidos. No entanto, a decisão deve permanecer individualizada, pois a certeza global da evidência ainda não é definitiva.
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