A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO NA EDUCAÇÃO: LINGUAGEM, ALTERIDADE E IDENTIDADE NARRATIVA EM PAUL RICOEUR, MIKHAIL BAKHTIN E LUDWIG WITTGENSTEIN

Autores

  • Adenízia Serafim dos Santos Farias Universidade Tiradentes
  • Erica Cristina Frazão de Moura Universidade Federal do Maranhão
  • Jéssica Hiara Oczinski Zanatta Universidade Federal de Mato Grosso
  • Hatla Rodrigues Matos Universidade Metropolitana de Santos
  • Luciana Oczinski Vieira Saint Alcuin of York Anglican College

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25994

Palavras-chave:

Linguagem. Constituição do Sujeito. Hermenêutica. Dialogismo. Identidade Narrativa.

Resumo

O presente artigo investiga a constituição do sujeito no processo educativo a partir da linguagem compreendida como prática discursiva, dialógica e narrativa. Inserido no campo da filosofia da educação, o estudo problematiza modelos tradicionais de ensino centrados na transmissão de conteúdos, argumentando que tais abordagens são insuficientes para compreender a dimensão relacional, interpretativa e ética da formação humana. O problema de pesquisa consiste em analisar de que modo a articulação entre os jogos de linguagem em Ludwig Wittgenstein, o dialogismo em Mikhail Bakhtin e a identidade narrativa em Paul Ricoeur permite repensar a educação como processo de constituição do sujeito. Sustenta-se como hipótese que o sujeito não é anterior às práticas educativas, mas emerge no interior de mediações linguísticas, nas quais o sentido é produzido, negociado e reinterpretado. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza teórico-filosófica, orientada pelo método hermenêutico, com base na análise bibliográfica das obras dos autores mobilizados. Como resultado, evidencia-se que a articulação entre linguagem, alteridade e narrativa — marcada por convergências, mas também por tensões teóricas produtivas entre as diferentes abordagens — possibilita compreender a educação como prática hermenêutica, na qual se constituem processos de reconhecimento, interpretação e formação ética. Conclui-se que essa abordagem contribui para a superação de modelos instrumentalizantes de ensino, reafirmando a centralidade da linguagem na constituição do sujeito e na construção de práticas educativas mais críticas, dialógicas e eticamente orientadas.

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Biografia do Autor

Adenízia Serafim dos Santos Farias, Universidade Tiradentes

Doutorado em Direitos Humanos da Universidade Tiradentes.

Erica Cristina Frazão de Moura, Universidade Federal do Maranhão

Mestrado em Letras pela Universidade Federal do Maranhão.

Jéssica Hiara Oczinski Zanatta, Universidade Federal de Mato Grosso

Pós-Graduação em Gênero e Diversidade na Escola pela Universidade Federal de Mato Grosso.

Hatla Rodrigues Matos, Universidade Metropolitana de Santos

Mestrado em Ensino pela Universidade Metropolitana de Santos.

Luciana Oczinski Vieira, Saint Alcuin of York Anglican College

Magister en Educación pela Saint Alcuin of York Anglican College.

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Publicado

2026-04-28

Como Citar

Farias, A. S. dos S., Moura, E. C. F. de, Zanatta, J. H. O., Matos, H. R., & Vieira, L. O. (2026). A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO NA EDUCAÇÃO: LINGUAGEM, ALTERIDADE E IDENTIDADE NARRATIVA EM PAUL RICOEUR, MIKHAIL BAKHTIN E LUDWIG WITTGENSTEIN. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25994